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14/08 - 08:11

Luxemburgo aconselha Valdívia a aceitar “oportunidade da vida”

“Se ele não for, fica com a gente aqui trabalhando, sem problemas, mas isso é um assunto muito pessoal”, comentou Luxemburgo

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A proposta de R$ 20 milhões do Al-Ain, dos Emirados Árabes, balançou Valdívia, mas a definição de sua venda está nas mãos do presidente palmeirense, Affonso Della Monica. Enquanto espera pela resposta oficial do mandatário do clube, o chileno já recebeu de seu técnico um conselho: aceite a oferta.

“Se oferecerem 10 milhões de euros (na verdade, o valor oferecido pelos árabes é de aproximadamente 8,5 milhões de euros), você sai correndo para Emirados ou qualquer lugar”, comentou Wanderley Luxemburgo ao repórter que lhe fez a pergunta depois da derrota para o Vasco da Gama, nessa quarta-feira.

“As oportunidades na vida são poucas. Os Emirados Árabes são hoje um dos grandes países para se morar, Dubai é uma grande cidade. É um direito conquistado por ele para a sua vida. Ele não pode reclamar, para ele é uma oportunidade muito boa. Para o futebol eu não sei, mas ele tem que fazer ser”, continuou o treinador.

Enquanto não é sacramentada a saída do camisa 10, que nem foi relacionado para a partida em São Januário para evitar riscos, o comandante alviverde garante estar preparado para a permanência do meia, com quem teve dois problemas recentes – reprovou sua atitude de seguir direto para os vestiários após ser substituído contra o Flamengo e também o cartão amarelo recebido contra o Botafogo que o deixou suspenso para o duelo de domingo contra o Coritiba.

“Se ele não for, fica com a gente aqui trabalhando, sem problemas, mas isso é um assunto muito pessoal”, comentou Luxemburgo, que, no entanto, sempre frisou que “o Palmeiras está preparado para jogar sem o Valdívia. Temos o Denílson, o Jumar, o Evandro, o Maicosuel...”.

E o jogador concorda com o chefe neste aspecto. Há uma semana, o Mago já minimizava sua ausência já confirmada para o confronto de quarta-feira, contra o Internacional, no Beira-Rio – no mesmo dia, o chileno estará com sua seleção em amistoso contra a Turquia, em Istambul.

O ídolo da torcida alviverde acredita que o grupo atual é mais forte que o de 2007. Por isso, o Verdão não deve sofrer tanto sem seu camisa 10 quanto na reta final do último Brasileiro, quando o meia ficou fora das cinco últimas rodadas por suspensão e viu a equipe desperdiçar a conquista de uma vaga na Libertadores deste ano.

“No ano passado era diferente. Hoje temos um plantel maior e que já dá para ver que, quando sai um, quem entra não tem problema para jogar da mesma maneira e ajudar o time a ganhar. A grande diferença é que o nosso time não é um time, é um elenco inteiro, com muitos jogadores bons e com muita técnica”, elogiou Valdívia, que deve ter feito sua despedida do Palmeiras com uma apagada atuação na derrota por 1 a 0 para o Botafogo, no último domingo, no Engenhão.


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