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Futebol

07/08 - 14:14

Para dirigente, episódio da bomba foi tentativa de homicídio

Michel Assef também reconheceu que existiu falha da segurança, mas não tomará medidas drásticas no setor

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - A diretoria do Flamengo promete não deixar barato o tumultuado episódio acontecido na manhã de terça-feira na Gávea, quando alguns torcedores protestaram contra a seqüência de resultados negativos que levaram o time a despencar na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, uma bomba de fabricação caseira foi atirada no gramado e os estilhaços atingiram o zagueiro Dininho e o atacante Obina.

Nesta manhã de quinta-feira o diretor do departamento jurídico do clube, Michel Assef, concedeu uma entrevista coletiva e disse que o clube quer ver os culpados respondendo um processo por tentativa de homicídio.

“Acho que houve uma tentativa de homicídio, pois tentaram matar os nossos jogadores e isso não podemos admitir. O Flamengo deu entrada na 14ª delegacia e já foi instaurado um inquérito para apurar os fatos. Uma bomba é algo muito grave e não podemos deixar barato. Estamos tomando medidas sérias e tenho certeza de que os culpados serão punidos”, acredita Assef.

O dirigente ressaltou que o episódio causou a insatisfação até de dirigentes que estão há muitos anos no clube e acostumados com momentos de crise, como o presidente Márcio Braga e o vice-presidente de futebol Kléber Leite.

“Lamentamos muito o ocorrido. Estamos no Flamengo há muitos anos e sabemos que aqui temos que apagar um incêndio por dia. Quem não está acostumado com pressão não pode estar no Flamengo. Mas jogar bomba é outra coisa. Isso é coisa de bandido e o Flamengo quer que providências sejam tomadas para que os culpados sejam punidos. Para mim quem jogou essa bomba nem flamenguista é. Deve ser um mercenário a serviço de alguém”, acusou Assef.

Mesmo reconhecendo que existiu uma falha de segurança no dia do episódio, o dirigente não vê a necessidade de tomar medidas drásticas neste setor. “Não vejo necessidade de reforçarmos a segurança porque o segurança não pode andar armado. O que adianta um cara desarmado diante de um cara que tem uma bomba?”, questionou.

“Existiu uma falha de segurança, mas temos que entender que a nossa sede é muito grande, um verdadeiro queijo suíço e estamos sujeitos a isso. Principalmente porque sempre fomos um clube democrático. O que não podemos aceitar é bomba”, reforçou Assef.

O incidente prejudicou o Flamengo até mesmo na negociação para reforçar o elenco. Isso porque o atacante uruguaio Richard Moralez, que tinha acertado com o Rubro-Negro, mudou de idéia porque sua família se negou a se mudar para o Rio de Janeiro depois de acompanhar pela televisão o tumulto na Gávea.

“Infelizmente também fomos prejudicados por causa desse episódio. Estamos encontrando muitas dificuldades para reforçar o elenco por causa das limitações do elenco e pelo visto a coisa só tende a se agravar”, encerrou Michel Assef.


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