iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

07/08 - 08:18

Os torneios 'defuntos' da Conmebol
Relembre algumas das competições disputadas por clubes sul-americanos, mas que desapareceram do calendário

Trivela.com

SÃO PAULO - Hoje, a Copa Sul-Americana ocupa o posto de segunda principal competição de clubes da América do Sul. Sem desfrutar do mesmo prestígio da Libertadores, o torneio procura cair no gosto popular para se firmar e não ter o mesmo destino de outras disputas organizadas pela Conmebol. Caça-níqueis, efêmeras, confusas... Confira quais foram estes principais duelos que deixaram de existir.

Copa Conmebol

Originalmente, a Copa Conmebol era o equivalente sul-americano da Copa Uefa: os melhores clubes classificados em seus respectivos torneios nacionais, mas sem garantir vaga na Libertadores, estavam aptos para entrar na competição. Criado em 1992, o torneio não despertou lá grande interesse, com o boicote de alguns clubes e equipes que preferiam entrar em campo com seus reservas. Em 1994, o São Paulo ganhou o troféu com seu ‘Expressinho’, formado por jovens jogadores comandados por Muricy Ramalho. O Tricolor se deu ao luxo de enfiar 6 a 1 no Peñarol no primeiro jogo da final.

No ano seguinte, outro momento marcante, do qual os torcedores do Atlético Mineiro mal podem se lembrar. O Galo venceu o Rosario Central por 4 a 0 no Mineirão e colocou a mão na taça. Contudo, o time argentino devolveu o placar em casa e ganhou nos pênaltis. Em franco declínio, a Copa Conmebol teve sua última edição em 1999, com uma final digna dos registros do futebol alternativo. O Talleres sagrou-se campeão diante do CSA, o São Raimundo-AM foi eliminado pelo time alagoano nas semifinais.

Supercopa da Libertadores

Nada como criar um torneio do qual participariam todos os campeões do principal torneio interclubes da América do Sul. Criada em 1988, a Supercopa reuniu 13 equipes em sua primeira edição. Logo, a competição ganhou novos participantes: Atlético Nacional (1989), Colo-Colo (1991), São Paulo (1992) e Vélez Sarsfield (campeão em 1994, mas entrou a partir de 1995).

Embora o torneio despertasse o interesse dos clubes, a Supercopa entrou em declínio a partir de 1996. A data se refere à polêmica inclusão do Vasco, após a Conmebol reconhecer o título Sul-Americano de Clubes Campeões do clube carioca e considerá-lo como uma credencial para a entrada na competição. Em 1997, a Supercopa desapareceu, dando lugar à Copa Mercosul e, posteriormente, à Copa Sul-Americana como o segundo principal torneio sul-americano.

Recopa Sul-Americana

Não confundam esta disputa com a da moderna Recopa. Houve apenas uma edição oficial, em 1970. No ano seguinte, o torneio foi realizado em caráter amistoso. A idéia era reunir os campeões das copas nacionais, mas nem todos os clubes obedeciam a este critério. Bolívia e Peru, por exemplo, mandaram seu melhor clube que não havia se classificado para a Libertadores. O Atlanta foi o vice-campeão da Copa Argentina. Brasil e Colômbia desistiram da competição.

O regulamento também tinha suas esquisitices: os oito clubes foram divididos em dois grupos, um com três e outro com cinco (isso mesmo!). O vencedor de cada chave iria para a decisão. O Mariscal Santa Cruz, da Bolívia, ficou com a taça ao superar El Nacional, do Equador. Após um empate na primeira partida, o time boliviano venceu os dois jogos seguintes por 2 a 0. Há pouco tempo, a Conmebol reconheceu este título.

Copa Mercosul

Sem a Supercopa, havia a necessidade de se criar um torneio atrativo para a torcida, patrocinadores e clubes. A fórmula da Copa Mercosul ganhou corpo quando uma emissora de televisão resolveu bancar a competição. A idéia era simples: para se ter um mínimo de qualidade e atrair a torcida aos estádios, era necessário contar com os principais times sul-americanos, convidados sem obedecer a grandes critérios técnicos. Para que eles concordassem em participar, tinham como incentivo os polpudos prêmios oferecidos aos melhores colocados. Com argumentos tão promissores, a Copa Mercosul logo se mostrou um sucesso.

A primeira edição foi disputada em 1998. Os principais clubes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile (20 no total) eram divididos em cinco grupos e, em seguida, mata-matas definiam os classificados para a final. A competição ganhou ares de disputa reservada aos brasileiros; afinal, seus três primeiros vencedores foram Palmeiras, Flamengo e Vasco. Aliás, o título cruzmaltino ficou marcado por uma partida épica. Na terceira partida decisiva, no Parque Antarctica, o Palmeiras terminou o primeiro tempo com um placar de 3 a 0. Na segunda etapa, os vascaínos conseguiram a virada, com quatro gols de Romário, e levaram a taça para São Januário. Em 2001, o San Lorenzo ficou com o título, mas o torneio deixou de ser realizado.

Copa Interamericana

Os campeões da Libertadores e da Copa dos Campeões da Concacaf chegaram a disputar em “tira-teima” para ver qual era o melhor clube do continente. De 1968 a 1998, foram 18 edições, com amplo domínio das equipes sul-americanas: 14 títulos a 4. Na prática, a idéia não despertou tanto interesse. A falta de datas provocou o cancelamento do torneio em alguns anos. Nos anos 90, São Paulo e Grêmio se recusaram a participar e seus respectivos vices (Universidad Católica e Atlético Nacional) os substituíram.

A última edição, disputada em 1998, foi a única da qual um clube brasileiro participou. Na disputa com o DC United, o Vasco levou a pior. O clube carioca ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, mas perdeu o segundo por 2 a 0 e viu o clube norte-americano dar a volta olímpica. Com a entrada dos times mexicanos na Libertadores, a Copa Interamericana deixou de existir.

Copa Master da Supercopa

Se a Supercopa reunia os campeões da Libertadores, a Copa Master contava com os vencedores da Supercopa. Houve apenas duas edições. Em 1992, participaram quatro clubes: Racing, Boca Juniors, Olímpia e Cruzeiro. Os xeneizes ficaram com o troféu ao superar a Raposa na decisão. O time de Belo Horizonte se redimiu em 1995: empatou sem gols com o Olímpia no Paraguai e ganhou por 1 a 0 em casa, garantindo a taça.

Copa Master da Conmebol

Houve apenas uma edição, disputada em 1996 em Cuiabá. A competição reunia os campeões da Copa Conmebol: Atlético Mineiro, Botafogo, São Paulo e Rosario Central. O Tricolor ficou com o título, após golear o clube carioca por 7 a 3 e vencer o Galo por 3 a 0 na decisão.

Além da qualidade técnica questionável, a Copa Master da Conmebol ficou com ares de torneio sem maior importância por conta do apelido pejorativo de ‘Copa SBT’, uma referência à emissora de tevê paulista que transmitiu os jogos.

Copa Ouro

A competição incluía os campeões dos principais torneios sul-americanos interclubes (Libertadores, Conmebol, Master e Supercopa). O Boca Juniors ficou com o título da primeira edição, em 1993. No ano seguinte, devido à Copa do Mundo não houve disputa. Em 1995, alguns fatos curiosos permearam a final, entre Cruzeiro e São Paulo.

Para começar, por conta do calendário apertado, as duas partidas também valeram pelas quartas-de-final da Supercopa. No primeiro jogo, no Mineirão, o São Paulo vencia por 1 a 0 quando o confronto foi suspenso. A Raposa teve quatro jogadores expulsos no primeiro tempo e um atleta se machucou. Na volta, o time de Belo Horizonte venceu por 1 a 0, ganhou nos pênaltis e sagrou-se campeão. O Flamengo conquistou a taça em 1996, na última edição da Copa Ouro.

Copa Merconorte

“Excluídos” da Copa Mercosul, os clubes de Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Venezuela tiveram um torneio de consolação, embora nunca tenha existido um bloco econômico chamado ‘Merconorte’. Equipes dos Estados Unidos, México e Costa Rica também entraram na disputa, dominada amplamente pelos colombianos. As quatro edições, disputadas entre 1998 e 2001, foram vencidas por times do país: Atlético Nacional (duas vezes), América de Cali e Millonarios.

 

Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo