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Futebol

07/08 - 08:18

ASEC Mimosas a perigo na LC
Após estrearem com derrota na fase de grupos, marfinenses ficam apenas no empate com o Al Ahly na segunda rodada

Trivela.com

SÃO PAULO - Com duas rodadas disputadas, nenhuma equipe disparou ainda na fase de grupos da Liga dos Campeões. Al Ahly e Al Hilal, porém, já despontam como favoritos a assegurar uma vaga nas semifinais depois de conseguirem preciosos empates fora de casa. Zamalek e Enyimba, por sua vez, fizeram sua parte diante de seus torcedores e voltaram à briga pela classificação. O mesmo não pode ser dito em relação ao ASEC Mimosas, que, cada vez mais, indica que, pelo segundo ano consecutivo, decepcionará na competição.

Até aqui, os marfinenses só conseguiram marcar um ponto e terão que viajar ainda duas vezes para o Egito para enfrentar Al Ahly e Zamalek. Ou seja, uma passagem para a próxima fase é bastante improvável. Frente os Vermelhos, no último domingo, o ASEC não conseguiu traduzir em gols o seu maior domínio. A ineficiência de seu ataque, que desperdiçou diversas oportunidades através de Zoro Cyriac, quase custou caro após Ahmed Hassan perder uma bela oportunidade de garantir a vitória para o seu clube.

Seria praticamente o fim da linha para os aurinegros, que, além de terem atuado contra o Al Ahly num estádio com gramado artificial, também poderiam ter aproveitado o cansaço dos egípcios, que gastaram um dia em sua viagem até Abdijan. Aboutrika e Moteab, contundidos, ainda ficaram de fora da partida, forçando o treinador Manuel José a adotar uma postura que só deixou mais espaços para o ASEC atacar.

Logo abaixo dos Vermelhos na classificação, está o Zamalek, que venceu o Dynamos e chegou aos mesmos três pontos dos zimbabuanos. O resultado representa uma recuperação moral da equipe, que, nas últimas semanas, sofreu duas derrotas para o arqui-rival Al Ahly. Apesar disso, o placar da vitória, 1 a 0, diz bastante a respeito da maior deficiência da equipe: o ataque. Sem Zaki, negociado com o Wigan-ING, e Shikabala, suspenso pela FIFA, e com o ganense Agogo fora de sua melhor forma, o técnico Reiner Hollmann pouco tem podido fazer para que os Brancos voltem a se impor em campo. A vinda de reforços para o setor é providencial.

Pelo Grupo B, o Al Hilal, do brasileiro Heron Ferreira, segue dando as cartas após visitar o TP Mazembe e descolar um empate que lhe manteve na liderança. Os congoleses estiveram próximos de garantir os três pontos em várias oportunidades, porém, perderam todas elas. O outrora goleador Tresor Mputu foi quem mais sofreu com as vaias da torcida, que não perdoou as suas falhas de pontaria.

Ao contrário do TP Mazembe, que tenta encontrar uma saída para contornar o momento ruim de seu ataque, o Enyimba aposta todas as fichas na dupla formada por Stephen Worgu e Ezenwa Oturogu. Eles foram os responsáveis pela primeira vitória do Peoples' Elephant nessa fase da LC. O Cotonsport, que estreava Alain Umbleon em seu comando técnico, não foi páreo para o apetite ofensivo dos nigerianos, que parecem dispostos a repetir o feito de 2003 e 2004, quando foram bicampeões da competição.

Liberty fora da próxima Copa CAF

A atual edição da Copa CAF ainda está em andamento, no aguardo do início de sua fase de grupos, mas já tem uma baixa confirmada para o ano que vem. Trata-se do ganense Liberty Professionals, que, após terminar a última Premier League em quarto lugar, anunciou, na última semana, a sua renúncia à vaga que lhe era destinada. Segundo o presidente Sly Tetteh, existem outros planos que, nesse momento, impossibilitam a participação do clube na competição.

Por trás da desistência do Liberty, está principalmente a falta de retorno financeiro que a Copa CAF proporciona. As premiações oferecidas pelos organizadores não são nem um pouco sedutoras e estão longe de compensar os gastos que se tem, por exemplo, com as viagens ao redor do continente. Além disso, ainda há a falta de prestígio do campeonato, que faz com que essa situação se repita a cada ano. Somente as equipes com condições financeiras saudáveis costumam se arriscar no certame.

Não é o caso do Liberty, que, apesar de ter sido fundado há apenas dez anos, possui a melhor estrutura do futebol local. E é nela que ele pretende investir o dinheiro que custearia a sua presença na Copa CAF. Uma atitude elogiável, que deveria ser seguida por todas as equipes africanas. Não à toa, o clube de Dansoman é o responsável pela formação de nomes como Michael Essien, Sulley Muntari e Asamoah Gyan, entre outros.

Vilakazi no Sundowns

O fracasso na Liga dos Campeões e a decepcionante campanha na Premier League mexeram com o presidente do Mamelodi Sundowns, o bilionário Patrick Motsepe. Não só com a sua confiança no trabalho do treinador Gordon Igesund, demitido, mas principalmente com o seu bolso. O clube realizou um grande investimento para a próxima temporada e trouxe nomes como Sibusiso Zuma, ex-Arminia Bielefeld. Porém, a contratação que agitou o mercado da equipe não foi a do atacante sul-africano.

O responsável por isso foi o meio-campista Benedict Vilakasi, que, assim como Zuma, também estava atuando no futebol europeu, mais precisamente no Aalborg-DIN. Não bastassem os valores altíssimos que envolveram a transação, a chegada do décimo primeiro reforço do Sundowns foi cercada de expectativa em virtude de seu passado no arqui-rival Orlando Pirates. Considerado um ídolo pelos torcedores dos Bucs, em decorrência de sua participação nos títulos nacionais de 2001 e 2003, ele vem sendo acusado de traidor após assinar com os Brasileiros.

Vilakasi se defende afirmando que é profissional e que precisava retornar ao país para cuidar de seus sobrinhos depois da morte de sua irmã. No futebol dinamarquês, ele atuou pouco e se distanciou da seleção sul-africana, o que, obviamente, pesou nessa opção. No Sundowns, o meia de 25 anos terá condições de recuperar a sua forma e participar, ainda, de um projeto ousado que, a despeito dos insucessos recentes, pretende incluir o clube entre as maiores forças do continente.

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