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Futebol

03/08 - 09:29

Aplaudido, Diego Souza venceu até cobrança própria
No início, a torcida cobrava os R$ 10 milhões pagos pelo meia, destaque em 2007 com a camisa do Grêmio

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Desde sua estréia no Palmeiras, em 30 de janeiro deste ano, Diego Souza entra em campo com o peso de ter sido o mais caro jogador contratado por um clube brasileiro na temporada.

No início, a torcida cobrava os R$ 10 milhões pagos pelo meia, destaque em 2007 com a camisa do Grêmio. Na última quarta-feira, porém, o camisa 7 sentiu emoção diferente.

Já conformado por não ter sido convocado para a seleção olímpica, Diego Souza tem evoluído dentro de campo e na vitória contra o Flamengo, quando protagonizou o principal lance alviverde do primeiro tempo em chute que o goleiro Bruno buscou no ângulo, o meia foi substituído por Léo Lima e teve o esforço recompensado com aplausos vindos de todo o Palestra Itália.

“Fico muito feliz por poder ajudar o Palmeiras e ter esse reconhecimento da torcida. Havia uma cobrança de todo mundo, até minha, mas tenho procurado ajudar e é gratificante ser elogiado pela torcida. Estou feliz por essa melhora”, comemora o jogador, autor de oito gols no Verdão.

E o crescente desempenho do atleta que desembarcou como esperança de ser o principal reforço do time era uma expectativa de Wanderley Luxemburgo. Desde o início do Brasileiro, a comissão técnica faz trabalhos físicos especiais com o meia. Em campo, o treinador aproveitou algumas ausências de Valdívia para deixá-lo mais solto na criação ofensiva. Posicionamento que Diego não vê como fator principal de mudança.

“Quando jogamos eu e o Valdívia com dois atacantes, tenho que voltar um pouco mais para ajudar a marcar. Quando estou sozinho, tenho mais liberdade para encostar no ataque e menos responsabilidade de marcação. Mas isso não faz diferença. Faço meu papel sempre da melhor maneira”, garante.

Em meio a até mesmo elogios próprios, o camisa 7 quer evitar atritos desnecessários. Substituído poucos minutos antes de Valdívia irritar Luxemburgo ao ser sacado, cumprimentar Maicosuel e seguir direto para o banco de reservas, Diego Souza foi cauteloso ao comparar sua atitude com a do chileno.

“Se o professor Wanderley me substituiu, é porque achou que eu já tinha feito a minha parte. E eu respeito quem vai entrar porque somos um grupo. Não podemos falar isso só da boca para fora, temos que ser um grupo mesmo. Cumprimentei o Léo Lima e fui torcer no banco. Mas cada um pensa de um jeito”, conclui.


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