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01/08 - 13:07

Sem proteção de Mano, Lulinha desafia vaias no Pacaembu

Em menos de um ano como jogador profissional, o meia-atacante Lulinha conheceu os dois lados do esporte

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O técnico Mano Menezes defendeu o meia Lulinha pela última vez após o treinamento desta sexta-feira. “Ele não treinou mal, não. Não vi dessa maneira. Foi bem e está escalado para enfrentar o Criciúma”, disse, definindo o prata-da-casa como substituto do suspenso Eduardo Ramos.

O jogo será no Pacaembu, onde o jovem de 18 anos já se acostumou a ser vaiado pela torcida do Corinthians. Mano Menezes não é mais seu psicólogo. “Não tenho a preocupação de conversar com o Lulinha. A gente pode proteger um pouquinho, mas não consegue fazer isso a vida toda. O jogador precisa ficar calejado para encarar a dureza do futebol”, analisou o treinador.

Em menos de um ano, Lulinha conheceu os dois lados do esporte. Despontou como revelação e promessa das categorias de base do Corinthians; empresariado por Wagner Ribeiro, foi notícia na Europa e alvo de especulações. Meses depois, via seu nome pichado nos muros do Parque São Jorge em sinal de protesto e escutava torcedores lhe chamarem de “mentira” durante treinamento.

“No início, a torcida tinha identificação comigo. Agora, dou três passes errados e já pegam no meu pé. São poucos os que têm paciência”, lamentou Lulinha, cabisbaixo. Ele admitiu que as críticas prejudicaram seu rendimento no Corinthians. “Mas aprendi que só estava piorando as coisas quando ficava martelando em cima disso. Se me preocupar, não vou conseguir jogar.”

Lulinha acredita que ainda poderá ser ídolo do Corinthians. “Quando eu voltar a marcar gols e a dar assistências importantes, com certeza a torcida vai me aplaudir. Só depende de mim. Tenho autocrítica e sei que, às vezes, não joguei tão bem como esperavam”, reconheceu o titular da equipe neste sábado.

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