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Futebol

01/08 - 17:52

Escalação irregular tira Sergipe da Série C

Francisco Santos não poderia ter jogado contra o CSA-AL; denúncia foi feita pelo Itabuna, que se beneficiou

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Por conta da escalação irregular de um atleta, chega ao fim a participação do Sergipe na disputa da Série C. Em julgamento ocorrido nesta sexta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva decretou punição de perda de seis pontos ao clube, além de multa de R$ 1 mil. Com a pena, o clube perde a segunda colocação do grupo 8 e está fora da competição.

A denúncia da irregularidade foi feita pelo Itabuna, clube que acabou beneficiado pela decisão, já que passou a ocupar a vice-liderança do Grupo 8 e deve avançar à segunda fase da competição. O Sergipe, no entanto, deve entrar com recurso contra a decisão.

O problema aconteceu com a escalação irregular do jogador Francisco de Assis Santos na partida contra CSA-AL. Francisco havia sido expulso na partida com o Vitória da Conquista e, por isso, cumpriu suspensão automática no jogo seguinte. Teve seu julgamento marcado para 23 de julho, mesma data em que o Sergipe enfrentou o Centro-AL, mas o atleta não foi escalado.

Por praticar jogada violenta, Francisco recebeu punição de dois jogos de suspensão e, de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a pena é válida a partir do dia seguinte em que é aplicada. Assim, sua ausência no jogo contra o Centro-AL não foi condicionada pela suspensão e, por erro do Sergipe, acabou escalado para enfrentar o CSA, infringindo a lei.

O clube nordestino foi julgado de acordo com o código 214 do CBJD, por ‘incluir na equipe ou fazer constar na súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente’, com punição de perda do dobro de pontos previstos no regulamento, além de multa de até R$ 10 mil.

Presente no julgamento, o vice-presidente do Sergipe, Ramon Barbosa, não escondeu seu descontentamento. “Vamos entrar com Recurso, pois o resultado foi injusto. A mesma justiça que eles fizeram com o técnico PC Gusmão hoje, deveria ter sido feita com o Sergipe”, prometeu o dirigente, citando outra decisão do STJD, em declaração ao site Justiça Desportiva.

Seu desamparo, no entanto, não foi acompanhado pelo advogado do clube, Gabriel Capistrano, que adotou a cautela em suas declarações: “Não quero entrar no mérito se foi justo ou não. Resultado de julgamento a gente cumpre”, completou.

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