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Futebol

31/07 - 12:55

Valdívia admite má influência de boatos, mas nega desejo de sair
Além das tentativas do Hertha, especula-se que uma equipe da Espanha e outra do Catar tem interesse no meia

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Bastante criticado por não conseguir repetir no Campeonato Brasileiro o bom desempenho apresentado no Paulista, Valdívia quebrou o silêncio nesta quinta-feira. Confirmando o diagnóstico já realizado por muitos, inclusive pelo técnico do Palmeiras Vanderlei Luxemburgo, o chileno admitiu que as especulações envolvendo uma possível transferência para o futebol do exterior vêm atrapalhando suas recentes atuações.

Entre os boatos que mais chamam a atenção no Palestra Itália, aparece o declarado interesse do Hertha Berlim na contratação de Valdivia, em sondagem inclusive já admitida pela diretoria do Verdão no início de julho. Por essa e também por outras possibilidades, o meia reconhece que não tem mostrado o seu melhor futebol, uma vez que até entre seus familiares a pergunta sobre o futuro na Europa já começou a pipocar.

“Isso mexeu sim com minha cabeça, eu estava entrando em campo preocupado com muita coisa”, revelou o camisa dez palmeirense, que avalia já ter subido o nível na vitória sobre o Flamengo nesta quarta-feira, quando deu o passe para o gol decisivo de Sando Silva. “Sou forte, e é difícil entrar algo ruim na minha cabeça, mas entrou e agora tenho que preocupar em ‘limpar’. Mas já estou melhorando e espero que continue assim. Daqui pra frente vocês verão um novo Valdívia, e o torcedor também”.

Além das tentativas do Hertha, que pode realizar uma proposta no valor de 9 milhões de euros (R$ 22 milhões) para contar com o jogador, especula-se que uma equipe da Espanha e outra do Catar já tenham entrado em contato com a cúpula do Verdão, em boatos não confirmados por dirigentes do clubes.

Embora admita a existência da chance de deixar o futebol brasileiro em pouco tempo, Valdívia garante que, pelo menos no momento, opta pela permanência. “Posso falar hoje que quero ficar, mas se tiver uma proposta amanhã minha opinião pode mudar. Não posso me fechar para a Europa e o Palmeiras também não, pois sei que o clube está precisando de dinheiro. Se chegar uma oferta concreta, a diretoria tem 70% do poder de decisão”.

Com contrato em vigor com o Palmeiras até 2011, o chileno assegura que só sairá caso seu destino possa lhe dar mais perspectivas do que encontra atualmente no Palestra Itália. “Sou agradecido ao Palmeiras e, se eu tiver que sair, tem que ser para um lugar melhor. Se for para um lugar pior ou igual, eu fico”.


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