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Futebol

30/07 - 10:48

Oposição ainda acredita em mudanças na Arena Palestra Itália

Uma das reclamações da oposição alviverde é que projeto de reforma poderia abranger uma área maior do Palestra Itália

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O contrato assinado para a construção da Arena Palestra Itália não impede a oposição do Palmeiras de vislumbrar mudanças no projeto. Essa era a expectativa do conselheiro Roberto Frizzo no início da semana, quando compareceu ao lançamento do livro “Mário Travaglini – Da Academia à Democracia”, acompanhado do ex-presidente Mustafá Contursi.

Em rodas de conversa formadas no salão nobre da Federação Paulista de Futebol (FPF), a Arena Palestra Itália era assunto inevitável para Frizzo. “O clube não pode ficar refém da empresa por 30 anos. É muita coisa. Não há uma co-gestão desse jeito”, criticou o candidato à presidência derrotado nas últimas eleições do Palmeiras.

Frizzo ainda reclamou que o projeto de reforma poderia abranger uma área maior do Palestra Itália. “Da maneira que as obras estão sendo conduzidas, seria mais fácil derrubar o estádio e construir um novo”, disse, sem perder as esperanças de convencer a situação. “Acho que ainda podemos fazer valer algumas das mudanças que pretendemos. Nosso grupo é forte, já conseguiu aprovar pontos na alteração da redação do Estatuto do clube.”

Os ajustes na legislação do Palmeiras legalizarão a construção da Arena Palestra Itália. Serão ratificados em votação entre os associados no dia 31 de agosto, porém as obras no clube deverão começar antes mesmo do cumprimento de protocolo. Para aprovar por aclamação o novo texto do Estatuto, correligionários do ex-presidente Mustafá Contursi entraram em acordo com o conselheiro Antônio Carlos Corcione.

A diretoria do Palmeiras reclama que as críticas de Frizzo à Arena Palestra não deixaram o discurso. Contra-ataca ao afirmar que o opositor nunca se animou a analisar o projeto. “Não tenho nada contra o novo estádio. Apenas defendo o que acho melhor para o Palmeiras”, rebateu o conselheiro.

Frizzo, no entanto, não questiona a política do Palmeiras para reforçar sua equipe. “O acordo com a Traffic foi o que o clube pôde fazer para formar um time competitivo. Não gostaríamos que fosse assim, mas parcerias como essa são inevitáveis no futebol brasileiro”, reconheceu o provável candidato à sucessão do presidente Affonso Della Monica. “Essa questão será decidida mais para o final do ano, como tradicionalmente acontece. Mas não tenho a intenção de pegar a bola só para mim. Meu foco é o Palmeiras.”


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Oposição cobra mudanças
A construção da Arena Palestra Itália nem começou e o projeto já gera polêmicas

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