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Futebol

29/07 - 08:10

Tido como explosivo no São Paulo, Kléber garante ser amado
Atacante admite que seus principais rivais dentro das quatro linhas são os maiores candidatos a se tornarem seus desafetos

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O clássico entre Palmeiras e São Paulo sempre foi marcado por personagens polêmicos. Ao longo dos anos, nomes como Serginho Chulapa, Edmundo, César Maluco, Luis Fabiano e Emerson Leão já colocaram pimenta nas partidas entre os dois times, recheando o Choque-Rei de duelos particulares.

Em 2008, a rivalidade ganhou mais um personagem: o atacante Kléber, revelado no Morumbi e atualmente defendendo a equipe do Parque Antártica. Autor de um dos gols da vitória alviverde por 4 a 1 na primeira fase do Paulista, o camisa 30 ainda deixou o primeiro clássico do Estadual envolvido em confusão – na ocasião, acertou uma cotovelada no zagueiro André Dias, e não foi expulso, mas punido com quatro jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol.

No Campeonato Brasileiro, o jogador vem se destacando mais por suas expulsões do que por seus gols. Até aqui, Kléber recebeu três cartões vermelhos e cinco amarelos nos dez jogos em que atuou, marcando apenas três vezes. Por isso, chama a atenção dos adversários igualmente pelo “excesso de vontade” dentro de campo.

No rival São Paulo, o ex-tricolor tem o rótulo reiterado por quem já o enfrentou. “Ele tem um temperamento meio estranho dentro de campo. Mas é difícil analisar um companheiro”, explicou o atacante Dagoberto, que evita declarações de possíveis interpretações confusas. “Tenho certeza de que ele é um cara muito bacana”, acrescentou.

O volante Zé Luis também tentou colocar panos quentes, mas não deixou de mostrar sua opinião sobre o atacante palmeirense. “É um jogador que se aplica muito. Às vezes exagera, mas é um grande jogador. Não tenho nada contra”, desconversou.

Mesmo diante da opinião de colegas de profissão, crítica sobre o que sempre garante ser “garra para roubar a bola”, Kléber descarta de qualquer maneira o título de “jogador mais odiado do Brasil”. E usa até uma proximidade com Dagoberto para garantir que é querido e lembrado no país apesar dos quatro anos que passou na Ucrânia, defendendo o Dínamo de Kiev.

“Tem zagueiro e atacante que me provocam, mas os caras me conhecem. Apesar de eu ter ficado muito tempo fora, fui para a seleção sub-20 e tem muitos jogadores aí que sabem como eu sou, como o Nilmar, o Dagoberto, além dos jogadores da época em que eu estava no São Paulo. Tem um outro, lógico, que não vai gostar do meu estilo de jogo”, analisou o atacante, que deixou o Morumbi no final de 2003 após conquistar o título mundial com o Brasil sub-20.

Sincero, Kléber admite, entretanto, que seus principais rivais dentro das quatro linhas são os maiores candidatos a se tornarem seus desafetos. “Zagueiro geralmente não gosta que o atacante chegue, porque não são acostumados com isso, são acostumados a chegar no atacante. Então, às vezes você pega um atacante que agüenta porrada, agüenta o choque, e eles não gostam. Mas eu não me preocupo com isso. Esse é o meu estilo. Não vou tirar o pé em dividida”, prometeu.

Aqui também me amam – Bravo com a repercussão de seus cartões, Kléber culpa a imprensa por valorizar seus erros. E aumenta as críticas ao comentar as especulações de que não é bem quisto no elenco palmeirense – boatos que aumentaram após o atacante ter sido o único a não raspar o cabelo em comemoração ao título paulista, uma dura entrada em um treino sobre o zagueiro reserva Maurício e em seu primeiro gol contra o Fluminense, quando Diego Souza o puxou para abraçar Denílson, autor do cruzamento.

“Me dou muito bem com o grupo. A imprensa que fala outras coisas. Naquele lance, falaram que o Diego Souza me pediu para abraçar o Denílson, e ele nem falou nada disso. Isso é criação da imprensa”, sentenciou o camisa 30, ansioso para finalmente voltar às manchetes por seus gols.


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Gazeta Press

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