iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

29/07 - 20:21

Presidente do Toledo revela ter medo de punição da CBF
O dirigente comentou que a igualdade no placar não era do interesse do Toledo, que já estava classificado

Gazeta Esportiva

TOLEDO - O presidente do Toledo, Claudir Picinini, se pronunciou nesta terça-feira sobre a polêmica causada pela entrevista do jogador Rafinha sobre um possível acerto com os atletas do Marcílio Dias para que a partida do último domingo terminasse empatada, resultado que levaria ambos os times à segunda fase da Série C.

O dirigente comentou que a igualdade no placar não era do interesse do Toledo, que já estava classificado, e sim do Marcílio Dias, que teria feito de tudo para atrasar o início da partida, que assim terminaria depois dos jogos dos concorrentes diretos Engenheiro Beltrão e Inter de Santa Maria.

“Qualquer equipe que perdesse estaria desclassificada. Mas nós não, nós estávamos classificados, nós não éramos os interessados. Eles atrasaram a partida, mas nós entramos no horário certo. No final do jogo, os jogadores dos dois times só tocaram a bola. É uma pena que o clube como o nosso, que tem um trabalho tão sério, tenha o nome manchado no cenário nacional”, lamentou o cartola, em entrevista à Rádio Globo.

Picinini ainda lamentou a inocência de Rafinha, que relatou a possível combinação em uma entrevista a uma rádio local.

“O Toledo buscou sempre vencer a partida. Infelizmente um atleta formado aqui, inocente nesse tipo de malandragem, sentiu que aquilo não era certo e relatou essa combinação. Foi uma infelicidade em uma entrevista depois do jogo. Quinta-feira vamos nos reunir com ele, saber das intenções dele com essa declaração, para aí podermos tomar alguma atitude”, revelou.

O dirigente paranaense ainda afirmou que se de fato houve algum acerto para que se mantivesse o empate, este teria partido dos jogadores, e não da diretoria.

“De maneira alguma a diretoria sabia que a equipe faria algum acerto com o Marcílio Dias. Aqui não era para darmos moleza, não. Na sexta-feira, cobramos a vitória dos nossos atletas, portanto isso não existiu da nossa parte. Nós não faríamos uma loucura dessas”, apontou Picinini, que revelou ainda ter medo de uma punição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Eu estou com medo sim, mas eu espero que nosso departamento jurídico consiga esclarecer tudo, e procurar os responsáveis, que merecem punição. No futebol não pode mais acontecer uma coisa dessas”, concluiu.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo