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29/07 - 23:11

Luxemburgo defende Kléber: “Ele não pipoca”
Diante da “perseguição” que tem visto sobre seu camisa 30, o comandante alviverde pede mais interpretação aos árbitros

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A repercussão dos cinco cartões amarelos e três vermelhos recebidos por Kléber nos dez jogos em que atuou pelo Brasileiro não tem irritado somente o atacante. O ex-são-paulino ganhou contundente defesa de Wanderley Luxemburgo em seu estilo de jogo. O técnico palmeirense se diz plenamente satisfeito com a disposição de seu comandado após quatro anos no futebol ucraniano.

“O Kléber veio de um futebol muito diferente, de muita porrada e muito choque. E prefiro ele jogando assim do que um jogador pipoca”, sentenciou Luxa. “Os zagueiros não querem enfrentar um atacante como ele. Quem pipoca fica escondido atrás dos zagueiros, dos volantes. Ele não. Fica de costas para a zaga levando pancada. E eu gosto dele assim, é muito bom ter ele no time”, enalteceu.

Diante da “perseguição” que tem visto sobre seu camisa 30, o comandante alviverde pede mais interpretação aos árbitros. “Se ele for violento, der porrada, tem que ficar fora, ser expulso. Se der cotovelada de novo, tem que pegar suspensão de um ano. O árbitro que tem que interpretar isso. Mas o Kléber não pode ser punido por não pipocar, por dividir com os zagueiros”.

Se Kléber tem aprovação crescente com seu chefe e até com a torcida, Valdívia vive momento diferente. Eleito o craque do Paulistão conquistado pelo Verdão, o chileno ainda não repetiu as atuações no Brasileiro e nas arquibancadas cresce a relação entre a queda e a possibilidade de negociação com o futebol europeu.

Sobre o assunto, Luxa adota sempre o mesmo tom: seu camisa 10 é apenas um dos 11 jogadores em campo. “Se for buscar pêlo em ovo, sempre você vai achar se não buscar uma totalidade no futebol. Você vai sempre ver que a defesa toma muito gol, o meio-campo não passa a bola... O Palmeiras e o Valdívia estão em um mesmo contexto, com quatro pontos de diferença dos líderes”, defendeu.

A má fase do Mago fez com que o jogador evitasse o contato com a imprensa. Sua última entrevista coletiva foi em 18 de junho. Sem poder ouvir o ídolo do Verdão, o palmeirense ouve de Luxemburgo que o principal atleta da equipe não é influenciado pelos euros que podem ser oferecidos.

“Sou bem prático. Ficam me perguntando porque eu não tiro do time os jogadores que estão em negociação, mas é porque o futebol hoje não permite isso. Antes, isso era um fio desencapado, tinha que tirar, mas hoje o jogador tem que se ajustar. E até fechar a janela vai ser assim”, previu o técnico.

Companheiro de Valdívia no meio-campo campeão estadual, Léo Lima também confia na qualidade do chileno. “O Valdívia é diferenciado. De uma hora para outra, pode decidir um jogo. Não tem feito bons jogos, mas isso é fase e vai passar. Mesmo assim, a gente sempre toca a bola para ele porque sabe que a qualquer momento ele pode decidir”, elogiou.

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