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29/07 - 08:11

Citadini contesta dívida e repudia orações de Sanchez
Quando eleito presidente, Andrés Sanchez assegurou que sempre estaria disposto a prestar esclarecimentos aos torcedores do Corinthians

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Com um copo de água em punho e sorriso no rosto, Antônio Roque Citadini era facilmente identificado durante o lançamento do livro “Mário Travaglini – Da Academia à Democracia”, de autoria dos jornalistas Márcio Trevisan e Helvio Borelli. Ele participou da maioria das rodas de conversa que se formaram no salão nobre da Federação Paulista de Futebol (FPF), na noite de segunda-feira. Só se retirou para um canto, cabisbaixo, quando avistou Andrés Sanchez, presidente do Corinthians.

Sanchez tomou para si os interlocutores de Citadini, ex-jogadores do Corinthians como Márcio Bittencourt e Ronaldo. Mas não estava disposto a conversar. Passou à frente de algumas pessoas na fila para receber autógrafos de Travaglini, posou para fotos ao lado do biografado, atual presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol no Estado de São Paulo, e tentou se desvencilhar da imprensa. “Sobre o Corinthians, não falo”, disse rispidamente, com a cara fechada.

Quando eleito presidente, Andrés Sanchez assegurou que sempre estaria disposto a prestar esclarecimentos aos torcedores do Corinthians. Nas últimas vezes que o fez, o dirigente culpou a dívida que ultrapassa R$ 100 milhões pelas dificuldades enfrentadas por sua administração. Falou até em acender velas e orar para São Jorge, padroeiro da equipe, além de pedir “receitas mágicas” para sanar os problemas financeiros do clube.

Nessa segunda-feira, Sanchez preferiu comentar apenas o livro-reportagem sobre a vida Mário Travaglini. “Depois, todo mundo vai querer me entrevistar. Preciso ir. Durante a semana, falo com vocês”, justificou-se de modo apressado, já em direção às escadas do prédio da FPF. Antônio Roque Citadini interceptava o caminho. Desafetos, eles se cumprimentaram com um aperto de mão e um beijo. Conversaram por menos de três minutos e despediram-se.

Presidente do Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians, Citadini estava no início da fila de autógrafos que Sanchez não quis enfrentar. E mostrou-se irritado com o fato de a atual administração do clube reclamar constantemente das dívidas que herdou. “Essa história de dívida é uma balela, uma besteira e uma grande mentira. Os torcedores podem ficar tranqüilos porque o Corinthians não estava, não está e nunca estará quebrado”, esbravejou.

“Lamentavelmente, o presidente fica falando sobre essa dívida sempre. A maior parte dela é fiscal, coisas que os outros clubes também devem. E nenhum deles tem a força do Corinthians”, acrescentou Citadini, que se diz “o inventor do Ibope no futebol”. Ele gosta de comparar os índices alcançados nas transmissões de jogos do Corinthians com os de outras equipes. Abriu um sorriso sarcástico ao lembrar que a final da Copa Libertadores não foi televisionada para todo o país, preterida pelo jogo de seu time contra o Bragantino. “Isso porque toda a cúpula da Globo torce pelo Fluminense.”

Segundo Citadini, renegociar contratos de televisão e patrocínios é uma das soluções para o Corinthians de Andrés Sanchez lucrar. Embora com “incontáveis críticas” ao presidente, ele não quis esmiuçá-las. “Faço parte de uma oposição consciente. Não uso a imprensa para bater em ninguém”, argumentou o possível candidato a sucessor de Sanchez. “Esse cargo não é chocolate. Não existe eu gosto de ser presidente. Faço parte de um grupo com outros bons nomes para o posto, como o Paulo Garcia e o Waldemar Pires. Só que não faremos campanha eleitoral com seis meses de antecedência.”


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