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Futebol

24/07 - 08:21

Al Ahly vence clássico egípcio na LC
Cotonsport, Al Hilal e Dynamos também largaram na frente na fase de grupos da competição

Trivela.com

CAIRO (Egito) - Após uma parada de pouco mais de dois meses, a Liga dos Campeões está de volta. Em seu retorno, as equipes que jogaram em casa se deram bem e largaram na frente na fase de grupos. Como não poderia deixar de ser, o jogo que concentrou a atenção de todos nessa primeira rodada foi o clássico egípcio entre Al Ahly e Zamalek. Mas não faltou emoção nas outras partidas, com o Al Hilal, do treinador brasileiro Heron Ferreira, mostrando que vem forte mais uma vez e os surpreendentes Cotonsport e Dynamos dispostos a seguir como azarões.

Sem Aboutrika, contundido, o Ahly estreou o meio-campista Ahmed Hassan, ex-Anderlecht, e se deu bem. Ainda no primeiro tempo, a equipe aproveitou uma falha da defesa do Zamalek para inaugurar o marcador numa jogada dos angolanos Gilberto e Flávio. Os Brancos ainda chegaram a empatar com o atacante Gamal Hanza, porém, não conseguiram sustentar o resultado. Hassan recolocou os Vermelhos em vantagem no segundo tempo e assegurou os três primeiros pontos nessa fase.

Também pelo Grupo A, o Dynamos fez valer o seu mando de campo e venceu o ASEC Mimosas. Nem mesmo o reforço da revelação Antonio Ngossan foi suficiente para que os marfinenses segurassem a pressão zimbabuana, permitindo, desse modo, que a maior surpresa da Liga dos Campeões se vingasse pela derrota de dez anos atrás, na final do torneio. O responsável pela vitória foi o centroavante Edward Sadomba, que, apesar da morte recente de sua irmã, foi para a partida e anotou dois gols.

Ele é o vice-artilheiro da competição, atrás apenas de Stephen Worgu, que alcançou a marca de dez tentos nessa rodada. A despeito do feito, o atacante não conseguiu evitar a derrota do Enyimba para o Al Hilal. As dificuldades enfrentadas no vôo até Omdurman, no Sudão, abalaram o time nigeriano, que, ainda assim, resistiu o quanto pôde aos ataques adversários. Os responsáveis pela vitória sudanesa foram dois ex-atletas do Peoples' Elephant, Yusuf Mohamed e Onigbo Ifeanyi.

O Al Hilal divide a liderança do Grupo B com o Cotonsport, que superou a crise que atravessa no momento para passar pelo TP Mazembe. Poucos dias antes do jogo, o técnico da equipe camaronesa, Denis Lavagne, anunciou a sua demissão depois de seu pedido de aumento salarial ter sido recusado pela diretoria. A despeito do ambiente agitado que cercou o clube de Garoua, os jogadores garantiram o triunfo sobre Tresor Mputu e seus colegas no último minuto da partida.

A próxima rodada dos dois grupos será disputada no início do próximo mês. Até lá, times como Zamalek e Mimosas precisarão trabalhar bastante para reassumir a condição de favoritos na LC. Os Brancos ainda terão a oportunidade de conseguir uma revanche contra o Ahly na decisão da Supercopa egípcia, no final de semana, enquanto que os marfinenses conviverão com a pressão da imprensa pela demissão do treinador Patrick Liewig. Contornar essa fase conturbada é obrigação da equipe.

Egito versus Irã

A relação entre Egito e Irã nunca foi das mais harmoniosas, porém, vinha se assentando desde o início do ano, quando autoridades dos dois países acertaram uma reaproximação entre eles. Tudo foi por água abaixo, no entanto, depois que foi divulgado, recentemente, um vídeo iraniano que retratava o assassinato do ex-presidente egípcio Anwar Al-Sadat de forma agressiva. A crise diplomática que emergiu a partir da obra atingiu até mesmo o futebol.

Isto por que as seleções de Egito e Irã tinham marcado um amistoso para o próximo dia 20 de agosto. Todavia, seguindo uma recomendação do governo, a federação egípcia cancelou a partida, para a revolta dos dirigentes iranianos, que, agora, ameaçam levar o caso até a FIFA. De acordo com eles, os Faraós tomaram a decisão se baseando numa questão política, o que, segundo a regulamentação da entidade presidida por Joseph Blatter, não pode acontecer.

Enquanto a troca de farpas não cessa, o Egito já está trabalhando para assegurar um novo adversário para o jogo. Ao que tudo indica, o escolhido será o Sudão. Os iranianos, por sua vez, lamentam terem mais um compromisso cancelado. Em menos de um mês, foi a segunda vez que isso ocorreu. O mesmo já havia acontecido com o Charlton, que alegou não estar preparado fisicamente, mas que, especula-se, tomou a decisão após ser pressionado por autoridades inglesas, em represálias aos testes com mísseis do Irã.

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