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Futebol

21/07 - 20:00

Benazzi: saída ameniza pressão de “não-torcida teleguiada”
Problemas à parte em seus últimos jogos, Vágner garante deixar o Canindé de cabeça erguida

Gazeta Esportiva

Como prometeu em sua última entrevista coletiva como técnico da Portuguesa, quando tinha seu cargo mantido um dia antes de deixar o clube, Vágner Benazzi não critica seus diretores.

Mas credita o fim de sua passagem de quase dois anos na Lusa aos torcedores que se manifestaram contra seu trabalho nas vésperas e no jogo contra o Náutico, vencido pelo time rubro-verde de virada.

A goleada por 4 a 1 sofrida para o Ipatinga, no sábado, foi seu último trabalho.

“Achei que deu um desgaste e era a hora de amenizar e deixarmos o cargo eu e mais três componentes da comissão técnica para chegar alguém com a cabeça fresca. Mas saio sem mágoa de ninguém”, contou em entrevista à GE.Net.

“Fizemos um mau jogo. Aquela cobrança surtiu muito mal, foram muito agredidos por cobranças, palavrões, e não chegaram nenhuma vez na zona de rebaixamento. Mas eles podem alcançar uma zona intermediária e ter sucesso. Isso vai acontecer, porque esse não é um grupo de bandidos. Os mais novos querem vencer e os mais velhos tem liderança. E o Valdir Espinosa vai dar continuidade”, apostou.

De qualquer maneira, o treinador não esquece das cenas de protesto de quarta-feira. “Uma minoria, não sei por que cargas d’água, tinha um outro foco. Naquele jogo dos 3 a 2 sobre o Náutico, houve uma falta de reconhecimento, mas ao mesmo tempo vi que não eram torcedores da Portuguesa, foram teleguiados. Ficaram dez contra o Canindé depois daquela vitória”, disse.

Benazzi, porém, não quer entrar em conflito direto com a torcida que o aclamou com os acessos à primeira divisão paulista e nacional em 2007, além da fuga na queda da Série C em 2006, na última rodada da Segundona daquele ano com uma vitória sobre o Sport na Ilha do Retiro.

“Esses torcedores mesmos devem ter reconhecido que protestaram contra um técnico que teve grande resultados e sempre colocou a Portuguesa em primeiro plano. Recebi muito apoio deles mesmos. Muitos dos que estavam protestando estiveram me abraçando, me agradecendo”, apontou. “Não tive problema pessoal com ninguém e não quero entrar em polêmica. Aquele que tem culpa no cartório, o tempo vai mostrar quem é e vão entender que esses não são torcedores, são baderneiros”, emendou.

Diante da pressão pelas três derrotas consecutivas, o ex-comandante rubro-negro reforça: os maus resultados estavam previstos. “No Brasileiro, esses resultados eu já tinha orientado no começo que iria acontecer, alternando seqüência de derrotas, empates e vitórias. E com todos os times. O São Paulo perdeu duas e depois ganhou, o Vitória perdeu também depois ganhou, o Flamengo perdeu as duas últimas, mas vai recuperar. Isso fazia parte da programação”.

Problemas à parte em seus últimos jogos, Vágner garante deixar o Canindé de cabeça erguida. Ao assumir o time em 29 de setembro para evitar o rebaixamento para a terceira divisão, o treinador se diz orgulhoso das 53 vitórias e 37 empates conquistados em 118 jogos, com 55,4% de aproveitamento.

“Na Copa do Brasil o time nunca passava da primeira fase e em 2006 foi um campeonato conquistado. Nunca vi um time com 12 jogos a disputar sair do último lugar conseguir não cair. Está aqui na parede da minha camisa a foto daquele jogo na Ilha do Retiro contra o Sport”, recorda, satisfeito também com o que fez na elite em 2008.

“No Campeonato Paulista, fizemos 28 pontos. Vai demorar para fazer uma pontuação dessa com todas as dificuldades que nós passamos, com quase todas as partidas fora de casa. Foi um sacrifício muito grande, mas demos à Portuguesa um lugar bom”, classificou em relação à décima posição em que a Lusa ficou no Estadual.

Diante disso, o ex-técnico diz adeus com um obrigado. “Os dois anos que passei da Portuguesa foram só de felicidade, apoio. Unimos todas as gestões do futebol, o Manuel teve superioridade nas eleições. Isso magoou a oposição, que não ficou satisfeita com tudo que fizemos desde 2006, batendo metas, resultados positivos no time profissional, um Canindé organizado, o sócio voltando a comparecer. Eram coisas que a Portuguesa não conseguia. A diretoria fez um trabalho que não tenho nada a reclamar, só elogiar”, finalizou.


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