iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

19/07 - 09:07

Feyenoord completa aniversário sem palavras, mas com ações
Clube holandês completa 100 anos de história em baixa, mas com um passado glorioso e cheio de títulos

Trivela.com

ROTERDÃ (Holanda) - Na década de 70, o Feyenoord viveu o auge de sua história. Nesse período levou apenas dois Campeonatos Holandês, mas em compensação, faturou os títulos mais importantes de sua galeria, a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes, além de uma das duas Copas Uefa que possui. No entanto, os tempos atuais são outros.

O Feyenoord não vence a Eredivisie desde 1999 e nas últimas campanhas tem decepcionado consecutivamente. Em 2007/08, por exemplo, foi apenas o sexto colocado – teve, como alento, a conquista da Copa da Holanda após 13 anos. Os grandes atletas revelados no Feijenoord Stadion já não ficam muito tempo no clube e são negociados rapidamente.

De qualquer modo, a fanática torcida honra as tradições operárias da fundação do Feyenoord e segue junto com a equipe. No ano do centenário, esperam poder sonhar um pouco mais alto.

História secular

Fundado em 19 de julho de 2008 por trabalhadores do Porto de Roterdã, o nome do clube originou-se no distrito de Feijenoord. A mudança do “ij” pelo “y” atual ocorreu apenas em 1974, para facilitar a pronúncia para estrangeiros. Mas o espírito trabalhador da equipe sempre permaneceu o mesmo.

O lema do clube, “sem palavras, mas com ações”, refere-se aos seus fundadores e faz parte do hino oficial. Por isso, a rivalidade com as equipes de Amsterdã sempre esteve presente e a famosa frase “Enquanto Amsterdã sonha, Roterdã trabalha” explica tudo.

A origem do Feyenoord se deu em um pub chamado “De Vereeniging” e o primeiro nome do clube foi Wilhelmina, com cores azul e branco. Nos anos seguintes mudou para Hillesluise Football Club e RVV Celeritas, para então, em 1912, após alcançar a segunda divisão nacional, finalmente adotar o Feijenoord como nome e o vermelho, branco e preto como cores oficiais.

Em 1917 a equipe já fazia parte da primeira divisão nacional. O primeiro título veio logo em 1924 e foi seguido pelo bi quatro anos mais tarde. A primeira Copa da Holanda também não demorou e em 1930 a equipe já comemorava essa conquista.

Até então, o clube mandava seus jogos no acanhado Kromme Zandweg, mas com o aumento de seus torcedores, em 1933 decidiu construir um novo estádio, cujas obras terminaram em 37. Até hoje o Feijenoord Stadion, apelidado de “De Kuip”, permanece como casa da equipe. Durante a Segunda Guerra Mundial, no entanto, o estádio foi ocupado pelos nazistas, o que obrigou o Feyenoord a mandar suas partidas na casa do Sparta Roterdã.

Aos poucos o clube foi se firmando como um dos grandes do país, ao lado de PSV e Ájax, apesar de um longo jejum entre os anos 40 e 50. Porém, na década de 60 e 70, o Feyenoord conquistou a maioria dos títulos de sua história. Foram seis Campeonatos Holandeses e duas Copas da Holanda. Além disso, ultrapassou as fronteiras do país e conquistou a Europa e o mundo.

Maiores conquistas

A participação na Liga dos Campeões da temporada 1969/70 foi garantida com uma dobradinha nacional em 1969, pela segunda vez na história do clube. A campanha começou com um atropelo sobre o Knattspyrnufélag Reykjavíkur, da Islândia, em um placar agregado de 16 a 2. Depois começaram as pedreiras.

Contra o Milan na segunda rodada, perdeu o primeiro jogo na Itália por 1 a 0 e eliminou os poderosos italianos com uma vitória por 2 a 0 em Roterdã. Nas quartas-de-final encarou o ASK Vorwärts Berlin e obteve os mesmos resultados do confronto anterior. Nas semifinais, um duelo surpreendente contra o Legia Varsóvia, da Polônia. Com um placar agregado de 2 a 0, a inédita vaga na decisão da LC foi garantida.

A final ocorreu em Milão, no estádio San Siro. No tempo normal, empate em 1 a 1, mas na prorrogação, quando faltavam três minutos, Ove Kindvall marcou o histórico gol do Feyenoord, que deu a única Liga dos Campeões do clube até hoje. No mesmo ano, a equipe perdeu o Campeonato Holandês para o Ajax, mas no final, ainda teve o que comemorar, afinal, ainda tinha a decisão do Mundial Interclubes.

Nessa época, a decisão ainda era disputada em duas partidas. No primeiro jogo, empate em 2 a 2 em Buenos Aires. Em Roterdã, vitória por 1 a 0, gol marcado por Joop van Daele.

Mais títulos

Após uma década gloriosa, que ainda teve a Copa Uefa de 74 (vitória sobre o Tottenham), o Feyenoord seguiu sua trajetória de títulos. Em 1984, conquistou pela terceira vez a dobradinha nacional, mas com um ingrediente especial em campo: Johan Cruyff.

Após brigar com o Ajax – que não ofereceu um contrato para o jogador renovar –, Cruyff aceitou a proposta do time de Roterdã e trocou de ares. A decisão gerou muita repercussão e aumentou ainda mais o ódio entre os dois times naquela temporada. Tanto que, apesar dos títulos, o Feyenoord sofreu sua maior derrota para o rival: 8 a 2, na casa do adversário.

Nos últimos anos as conquistas cessaram um pouco, mas ao menos foram significativas, como a Copa Uefa de 2002, vencida sobre o Borussia Dortmund, e a Copa da Holanda da última temporada.

Para celebrar o centenário, o clube irá organizar, entre os dias 1 e 3 de agosto, um torneio amistoso com os vice-campeões de seus maiores títulos: Celtic, Tottenham e o próprio Borussia. Quem sabe não marque uma nova era para o clube, que nos últimos anos revelou diversos talentos para o futebol mundial, como Dirk Kuyt, Robin van Persie e Giovanni van Bronckhorst, além de tantos estrangeiros que passaram por lá e ganharam fama mundial posteriormente, casos do argentino Julio Cruz e dos irmãos marfinenses Bonaventure e Salomon Kalou.

Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo