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Futebol

18/07 - 15:41

Benazzi e presidente estranham “voz de Deus orquestrada”

Treinador admite que pediu para sair da Lusa, mas diretoria bancou a permanência do comandante

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Dois dias antes do jogo contra o Náutico, a torcida da Portuguesa já havia deixado mostras de que protestaria muito contra Benazzi ao pichar os muros no Canindé. Durante a partida, contudo, os lusitanos chamaram atenção com uma variedade de coros e uma seqüência de camisetas com letras que formavam frase pedindo a demissão do treinador.

Organização que causou estranheza tanto no técnico como no presidente Manuel da Lupa.

“Precisamos da nossa torcida, precisamos de todo mundo que possa torcer pela Portuguesa. Só achei estranho que estava tudo muito bem organizado, as camisas com o meu nome certinho. Achei até que iam me aplaudir”, revelou Benazzi, que sentiu as cobranças. “Pedi sim para sair. Cheguei no presidente e falei: ‘a voz do povo é a voz de Deus’, mas eles (a diretoria) acharam que não”.

Autor da negativa ao bordão, Da Lupa sempre repete que há sempre “uma meia dúzia que tenta tumultuar por não aceitar uma administração séria”. “Houve um exagero, orquestrado por alguém, sei lá. Mas da nossa parte o Benazzi sempre soube que seria mantido”, frisou o mandatário.

Agora seguro no cargo, o técnico tem escolhido melhor suas palavras para não se colocar contra a torcida. Benazzi, porém, alerta que a cobrança pelas três derrotas consecutivas foi além do que a situação merecia.

“Tive três resultados ruins, mas quem não teve? Equipes que investiram um alto valor no campeonato também passou por isso e não teve toda essa pressão. E eu não fiz grandes mudanças, não inventei no time nem nada. Mas tudo bem, sei que eles também querem o bem da Portuguesa”, minimizou, já buscando a paz ao lado dos rubro-verdes.

“Tenho amizades na torcida, conheço presidente e diretores da organizada. Não quero perder essa torcida, quero reconquistá-la”, afirmou. “Não procuro desculpas. Nesse três jogos, nós não perdemos porque eu quis. Perdemos porque fomos superados, e especialmente contra o Grêmio merecíamos um empate ou até mesmo uma vitória. Mas esses vacilos acontecem”.

Explicações à parte, o técnico relembra de um sucesso que teve como jogador em 1984. Fruto, segundo o ex-lateral-direito, de uma união com aficionados ainda mais exigentes em situação muito pior do que a vivida pela Lusa atualmente.

“Fui jogar no Paulista de Jundiaí na segunda divisão paulista. Nosso time não conseguia se acertar, brigava com a torcida todos os jogos. Aí nós nos reunimos com torcedores, imprensa, e, dos 20 últimos jogos, vencemos 19 e empatamos um. Fomos campeões e nosso patrocinador pagou o dobro do prêmio que pagou para o Santos, que foi campeão na primeira divisão”, recordou.


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