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17/07 - 01:07

Técnico da Lusa perdoa torcida, mas admite: não esperava virada

Com a vitória conquistada, e o fim de um jejum que já durava quatro jogos, a Lusa termina na 12ª colocação do Brasileirão

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Quando o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro apitou o final do primeiro tempo nesta quarta-feira, o Canindé se tornou um “caldeirão” contra Vágner Benazzi. O técnico, porém, teve seu nome exaltado pela torcida com a virada por 3 a 2 sobre o Náutico.

A mudança de comportamento gerou explosão de alegria. Após a festa, perdão e compreensão à ira lusitana.

“Essa pressão não acontece toda hora. Aconteceu porque vínhamos de três resultados negativos. Mas eu entendo o desespero da torcida, ele sofreram com os cinco anos da Portuguesa na Série B. Mas eu já dei prova da minha qualidade para eles subindo no Campeonato Paulista e no Brasileiro”, reivindicou. “Tenho 54 anos, é a oitava vez que estou na Série A. Não sou técnico de segunda divisão, como dizem. Tenho 21 anos como treinador, e sou elogiado por muitos”.

O comandante, entretanto, garante não ter mágoas. E essas bolas chegaram às redes pernambucanas eram esperadas por Benazzi. O técnico, porém, admite: não acreditava ver seu time conseguir a virada consumada com um gol do estreante Jonas aos 46 minutos do segundo tempo. “Não acreditava que ia ganhar, mas acreditava no empate”, comentou, elogiando a qualidade de seu elenco.

“Quando você tem Vaguinho no banco, o Diogo em campo, você imagina isso. E não foram só os dois não, todo mundo ajudou. Teve um lance em que o Sérgio defendeu à queima-roupa, levantou com uma expressão de dor e jogou a bola rápido porque sabia que precisávamos do resultado”, relembrou.

Com a vitória conquistada, e o fim de um jejum que já durava quatro jogos, a Lusa termina na 12ª colocação do Campeonato Brasileiro após o primeiro dia da 12ª rodada. Posto que deve melhorar ou ser mantido até dezembro. Promessa de Vágner Benazzi.

“Peço paciência aos torcedores, porque vamos manter a Portuguesa na primeira divisão e em uma boa colocação”, garantiu, orgulhoso do que tem feito no Canindé desde outubro de 2006. “O trabalho que eu faço na Portuguesa é com amor. Já fiz assim também em outros clubes, mas não como faço aqui”.

E o carinho pelo emprego, aliado aos ganhos financeiros, dão ao técnico a certeza: nenhum dos mais de 2 mil torcedores que assistiram à partida desta quarta-feira ansiavam mais pelo três pontos do que ele.

“Duvido que eles queiram ganhar mais do que eu, porque quando ganho tenho salário, tenho bicho”, comparou, confiante no seu trabalho. “Respeito a opinião de todos. Mas, como o Muricy (Ramalho, técnico do São Paulo) fala, quem entende de futebol é ‘nóis’”, concluiu.


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