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Futebol

17/07 - 17:57

Conversa na véspera é vista como decisiva para virada da Lusa
Principal alvo dos cânticos e demais críticas da torcida, Vágner Benazzi chegou a enganar sua esposa para não deixar que a pressão afetasse seus comandados

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Aos 46 minutos do segundo tempo do duelo contra o Náutico nessa quarta-feira, Jonas marcou o gol que selou a virada da Portuguesa por 3 a 2 e deu ao grupo a resposta que todos esperavam. Abalado pelas pichações e protestos que se estendiam desde segunda-feira, o elenco se reuniu para buscar a reabilitação. E credita o resultado ao diálogo realizado na terça-feira.

“Tivemos uma conversa primeiro com o Benazzi e depois decidimos nos reunir na concentração. Como sou novo no grupo, fiquei só observando, mas todos tinham que falar. Quando chegou a minha vez, falei que vim para ajudar e que a Portuguesa é grande, teria que ter força e superação para se reabilitar”, revelou Jonas.

A busca por tranqüilidade, entretanto, começou na própria segunda-feira. Principal alvo dos cânticos e demais críticas da torcida, Vágner Benazzi chegou a enganar sua esposa para não deixar que a pressão afetasse seus comandados.

“Foi muito difícil a minha palestra. Na segunda-feira o ambiente estava pesado. Eu não vinha para o Canindé, ia para o médico. Mas deixei o médico de lado, falei para a minha mulher: ‘tô indo’, e na verdade vim para cá conversar com os jogadores. Foram cobranças normais da torcida, mas dá uma baqueada”, comentou o técnico.

E para levantar o astral do grupo, o ex-lateral-direito utilizou conhecimentos adquiridos quando vestia a camisa 2 do Palmeiras e sofria com cobranças maiores na “seca” de títulos do clube nos anos 80. “Eu fiz o que já tinham feito comigo quando eu era jogador. Peguei um por um para conversar, sendo honesto, sem prometer o que não posso cumprir. Depois eles fizeram uma reunião entre eles e concluíram que estavam devendo”.

Os bate-papos antes do jogo, porém, não foram suficientes. Com 32 minutos de partida, o Náutico já vencia por 2 a 0 e o Canindé tinha como único coro a reivindicação pela demissão de Benazzi. “O nosso primeiro tempo foi meio sonolento. Até pela pressão que a torcida fazia, a gente tentava a jogada e não dava certo. Vacilamos”, admitiu Jonas.

Entretanto, o atacante, herói da noite, diz que o plantel não se abalou. “No intervalo, me perguntaram se era possível evitar a derrota, e eu falei que teríamos que ter tranqüilidade, porque poderíamos fazer dois ou até três gols. Tivemos muita confiança, sabíamos que só nós dentro de campo poderíamos reverter isso. A nossa atitude foi o mais importante. E tivemos o que comemorar, estamos de parabéns”, exaltou.

Com o objetivo conquistado e a distância da zona de rebaixamento, os atletas querem que as adversidades tenham unido o plantel em busca de vôos mais altos no Brasileiro. “Depois do meu gol, todos os jogadores se emocionaram, inclusive eu que acabei de chegar. Esse é grupo é muito bom, é forte. Agora vamos colocar a Lusa no lugar de onde ela não poderia ter saído, que são os primeiros lugares”, prometeu Jonas.

A meta, a longo prazo, é a mesma estabelecida pela diretoria: terminar a última rodada, em dezembro, entre os quatro primeiros colocados. “Temos chance de brigar até por uma vaga na Libertadores, que é o nosso pensamento. Só temos que ter tranqüilidade para alcançar isso lá na frente”, pediu Jonas.

Outros problemas internos – No Canindé, ninguém discute que a conversa antes de encarar o Náutico foi preponderante para o resultado dessa quarta-feira. A vitória, porém, simbolizou o fim de uma maré de azar que afetava até a saúde dos jogadores. No domingo, quando o time acumulou três derrotas seguidas ao ser batido de virada pelo Grêmio, atletas tiveram indisposição estomacal.

“Os jogadores estavam devendo. Não que não tinham vontade, não é isso. Contra o Grêmio, por exemplo, nós jogamos bem, só que a defesa estava ruim, com ‘caganeira’ de passar mal mesmo. Tinha cinco jogadores assim. Comeram alguma coisa lá em Porto Alegre que não fez bem. O Bruno Rodrigo mesmo jogou de teimoso. Mas isso não é desculpa”, disse à GE.Net o presidente Manuel da Lupa, que estava em Porto Alegre com a delegação rubro-verde.

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