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17/07 - 11:54

Bola volta a rolar na Ucrânia
Premier League ucraniana começou nesta semana com um jogo e no final de semana os grandes entram em campo

Trivela.com

KIEV (Ucrânia) - O Campeonato Ucraniano começou nesta semana com um jogo isolado na quarta-feira entre Tavriya e Dnipro Dnipropetrovsk, que não saíram no 0 a 0. Mas a bola rola mesmo para valer no final de semana, quando os favoritos ao título entram em campo para dar início à luta pelo título.

O nome da competição foi alterado, assim como a participação dos clubes na sua organização – agora maior. A antiga Vyscha Liga passa a se chamar Premier League e busca um modelo mais profissional e atual de gestão. No entanto, a diferença entre os dois gigantes do país – Shakhtar Donetsk e Dynamo Kiev – para os demais clubes permanece a mesma.

Em um segundo pelotão encontram-se Dnipro, Metalist Kharkiv e Chornomorets Odesa, mas sem qualquer pretensão de buscar algo além da terceira colocação. Illychivets Mariupol e Zorya Luhansk foram as equipes promovidas e entraram nos lugares de Naftovyk-Ukrnafta e Zakarpattya.

Nesta temporada, ao contrário da última, Shakhtar e Dynamo não saíram às compras freneticamente. Com isso, as contratações foram poucas e sem nenhum alarde.

Atual campeão ucraniano e da Copa da Ucrânia, a equipe de Donetsk pagou cerca de € 9 milhões para tirar o boliviano Marcelo Moreno do Cruzeiro. Ele chega para brigar com Brandão, Luiz Adriano e os ucranianos Byelik e Hladky pelas vagas do ataque. Fora ele, o time investiu em jogadores oriundos de outras equipes da Ucrânia, tais quais os defensores Mykola Ischenko (Karpaty Lviv) e Oleksandr Chizhov (Vorskla Poltava), além do goleiro Rustam Khudzhamov (Kharkiv).

De resto, a base do time comandado pelo romeno Mircea Lucescu permanece a mesma. No gol, Bohdan Shust ganhou também a concorrência do tcheco Jan Lastuvka, que retornou de empréstimo ao Bochum-ALE. A defesa segue com a experiência de Tomas Hubschman e Dmytro Chigrinsky e a eficiência de Razvan Rat na esquerda. No meio, Mariusz Lewandowski, destaque da Polônia na última Euro e envolto em muitas especulações, continua em Donetsk, assim como o croata Srna.

Muitos jogadores ucranianos foram emprestados para ganhar experiência ou ter mais chances de jogar, enquanto a legião de brasileiros segue a mesma. Além dos já citados Brandão e Luiz Adriano, Jádson, Fernandinho, Ilsinho e Willian alternam entre a titularidade e a reserva, no constante rodízio de jogadores promovido por Lucescu.

Já o Dynamo Kiev diminuiu um pouco mais a quantidade de brasileiros no elenco. Com a chegada do técnico russo Yuri Semin, os atletas daqui têm perdido espaço. Desde o início do ano, Diogo Rincón (Corinthians), Kléber (Palmeiras), Michael (Santos) e Rodrigo (São Paulo) foram emprestados. Para compensar, o clube acertou com o zagueiro Betão, que chegou do Santos. Além dele, o outro brasileiro em Kiev é o volante Corrêa, que, no entanto, sofreu uma fratura na perna recentemente e ainda vai ficar alguns meses de fora.

A contratação de maior destaque do Dynamo para esta temporada foi o volante Ognjen Vukojevic, contratado ao Dínamo Zagreb-CRO por € 8 milhões. Além dele, o clube também investiu em dois nigerianos: Emmanuel Okoduwa, de 24 anos, ex- Germinal Beerschot-ALE, e o jovem Frank Temile, de apenas 18 anos, ex- Valletta, de Malta.

De resto, o time segue com a dupla Ismael Bangoura e Artem Milevsky na frente. Poucos atletas deixaram o clube, a maioria que não vinha sendo aproveitada, casos dos sérvios Marjan Markovic (Estrela Vermelha-SER) e Goran Gavrancic (sem clube).

Apesar da enorme rivalidade entre os clubes, mais uma vez o Shakhtar entra com vantagem em relação ao Dynamo. Desde 1992, quando a Ucrânia passou a organizar o campeonato nacional após a dissolução da União Soviética, o Dynamo Kiev conquistou 12 títulos, Shakhtar Donetsk ficou com quatro e o Tavriya Simferopol faturou o primeiro.

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