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Futebol

17/07 - 00:37

Benazzi agradece a anjo da guarda e se diz “o cara” para elenco
A possibilidade de deixar a Lusa não passou pela cabeça do treinador mesmo debaixo da pressão

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Vágner Benazzi não esquecerá a noite que teve nesta quarta-feira. Após um primeiro tempo em que a torcida pedia sua cabeça a qualquer preço ao ver o Náutico vencer por 2 a 0, o Canindé teve no final do jogo um grito de incentivo ao técnico com a virada por 3 a 2.

Tudo graças à ajuda divina, na opinião do principal personagem do duelo.

“Eu tenho um anjo de guarda que olha... Já me ajudou muito quando eu era jogador e agora como técnico, então... A nossa vitória de hoje (quarta-feira) foi uma graça, teve o dedo de Deus. E me deixou muito satisfeito”, comemorou o treinador, que ouviu na primeira etapa uma variedade de coros para incentivá-lo a pedir demissão.

A possibilidade de deixar a Lusa, porém, não passou pela cabeça do treinador mesmo debaixo da pressão – no final do primeiro tempo, muitos torcedores se deslocaram para gritar contra o técnico atrás do banco de reservas.

“De maneira alguma. Não sou de correr de serviço. Peço para sair sim, mas em outras circunstâncias. Não quero prejudicar ninguém”, comentou, emendando o histórico que tem tido à frente da equipe rubro-verde desde que assumiu o time em outubro, à beira da queda para a Série C do Campeonato Brasileiro.

“Não sou louco de largar isso aqui. São dois anos aqui organizando desde o latão de lixo até o infantil, que queriam exterminar quando eu entrei aqui. Hoje, estavam todos os técnicos da base felizes comigo pela vitória”, revelou.

Se tem apoio dentre os profissionais lusitanos, Benazzi também comemorou a reação dos jogadores no final da partida. “Fico feliz pelos abraços que recebi no final do jogo. Aquela imagem ninguém muda, vale muito. Sou ‘o cara’ para eles. Posso não ser pela torcida, mas já estive nos braços deles e sei como são as coisas”, afirmou, em emio a intensos elogios a seus comandados.

“Temos um grupo de homens, que formam uma família. Se não entrar nessa liga, não vou queimar o jogador, mas arrumo outra equipe para ele. A Portuguesa é feito de homens, que querem receber seus salários e seus bichos porque mereceram”, exaltou. “Quero que meus jogadores sejam valentes, esperando a definição até o apito final.

Com um fim de noite muito mais tranqüilo do que se imaginava, o técnico rubro-verde, ainda mais seguro no cargo, só quer desfrutar o seu sono. “Hoje eu estava tão azarado que tinha dois técnicos contra mim: o técnico interino no banco e o Pintado em algum lugar”, sorriu.


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