iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

16/07 - 22:32

Nos acréscimos, Lusa arranca virada sobre Timbu e se reabilita

Heróica, Portuguesa virou um jogo que parecia perdido e melhorou sua posição na tabela

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A Portuguesa pode respirar aliviada. Em uma noite em que o técnico Vágner Benazzi foi vilão no primeiro tempo e herói na etapa final, a equipe voltou a vencer depois de quatro rodadas ao bater o Naútico de virada por 3 a 2, com um gol do estreante Jonas aos 46 minutos. O gol garante, ao menos temporariamente, o emprego do treinador, que voltou a ouvir vaias da torcida e segue com o pescoço na guilhotina.

Mais do que aliviar a pressão sobre o até então constestado comandante, o resultado deixa a Rubro-verde com 15 pontos, mais longe da zona de rebaixamento.Pior para o Timbu, que segue longe da zona de classificação para a Libertadores, com apenas dois pontos a mais que os rivais desta quarta-feira.

A trama triunfante lusa começou mal. No primeiro tempo, aproveitando falha da defesa, Felipe abriu o placar para os pernambucanos aos 14 minutos. A pressão aumentou aos 32, quando Gilmar fez o segundo. Na volta do intervalo, Edno descontou em gol de falta aos três minutos, Patrício empatou com um belo gol aos 38 e Jonas emplacou a vitória aos 46.

O jogo
O duelo começou promissor para a Portuguesa. Vágner Benazzi surpreendeu com a entrada de Rogério no ataque ao lado de Diogo, além de colocar Erick para proteger a zaga. A estratégia era clara: ir à frente com velocidade, principalmente pelas laterais, que tinha Ralph na esquerda aceso para chegar à linha de fundo. Já o Náutico estava preparado para uma blitz, com três zagueiros, e apostando nos rápidos Gilmar e Felipe no ataque.

Neste panorama, os rubro-verdes estiveram melhores nos primeiro minutos. Com Diogo como principal alvo das jogadas e movimentação constante de Ralph e Rogério, o time acuava os pernambucanos. Um lance de perigo, contudo, só aconteceu aos nove minutos, quando Rogério entrou na área driblando e tocou para trás, de onde Preto chutou em cima da zaga.

A aposta por velocidade, porém, deixava a Lusa com uma postura acuada à espera do Timbu em seu campo. E a presença nordestina no campo paulista era maior, o problema era que o time do interino Levi Gomes só ia ao ataque em ligações diretas da defesa. Um dos “chutões”, entretanto, deu certo graças a uma falha dos donos da casa.

Aos 14 minutos, aproveitando passe errado no meio-campo, Gilmar foi rápido e lançou na Erick não conseguiu cortar e a bola sobrou limpa para Felipe entrar na área e bater na saída de Sérgio: 1 a 0 Náutico. E pressão forte para que Benazzi deixasse o comando do clube do Canindé.

Em vantagem e mais tranqüilo, os alvirrubros preencheram mais seu campo defensivo, principalmente na área, deixando como única alternativa aos rubro-verdes os cruzamentos. As bolas alçadas, contudo, eram todas bem cortadas pelos zagueiros pernambucanos ou pelo goleiro Eduardo.

Bem postado atrás, os recifenses desciam com eficiência, muitas vezes surpreendendo a zaga lusa, que penava com o nervosismo de todo o time. Os protestos da torcida afetavam a equipe da casa, que errava muitos passes, criando chances para sofrer mais um gol. O sentimento se transformava em mais espaço aos nordestinos. E a temida ampliação da derrota se consumou.

Aos 32 minutos, o Náutico tocou bola com muita tranqüilidade da lateral-esquerda até chegar à direita. Sem ser incomodado, Radamés olhou para a área e cruzou na cabeça de Gilmar, que subiu na segunda trave e escorou sem chances para Sérgio. O Canindé se transformava em um “caldeirão” contra Benazzi. A resposta foi a entrada do atacante Jonas na vaga do lateral-esquerdo Ralph. A torcida revidou com gritos de “burro”.

Apesar da reprovação dos lusitanos que estavam no estádio, a alteração teve como primeira conseqüência um novo lance ofensivo de perigo dos mandantes, quando Bruno Rodrigo aproveitou a sobra para arrematar, mas o goleiro Eduardo esteve bem. A jogada, no entanto, antecedeu dois bons momentos nordestinos antes do intervalo, em chute de Felipe que passou por cima do gol e bola perigosa que Gavilán afastou na pequena área.

Para o segundo tempo, Benazzi reforçou a qualidade da saída de bola com a entrada do volante Carlos Alberto na vaga do zagueiro Marco Aurélio. Já o Náutico mantinha a estratégia vitoriosa da primeira etapa. Só não esperava que os donos da casa voltassem tão acesos, tendo como principal arma um Edno que fazia Radamés suar muito em sua descidas pela esquerda.

Logo no início dos 45 minutos finais, o meia rubro-verde recolocou sua equipe no nervoso duelo. Aos três minutos, Edno cobrou falta da entrada da área com perfeição no ângulo esquerdo de Eduardo para descontar o marcador. E uma injeção de ânimo foi vista nos comandados do contestado Vágner Benazzi.

A vontade lusitana em chegar ao empate, entretanto, contrastava com falta de organização, e não faltaram chances para o Timbu fazer o terceiro. Os pernambucanos, porém, também sentiram o gol e ficavam impedidos seguidamente. O goleiro Sérgio foi pouco incomodado nos primeiros 20 minutos.

Apesar das falhas de ambos os lados, o duelo ficou aberto com boas chances. Mas faltava pontaria tanto a paulistas quanto para pernambucanos. Pela Lusa, Carlos Alberto teve boa chance, mas mandou longe. Já os alvirrubros foram melhor: aos 22 minutos, o lateral-esquerdo Itaqui disparou da entrada da área no travessão.

Após o lance, o jogo perdeu qualidade. O relógio pesava contra a Portuguesa, cada vez mais nervosa e apelando para faltas quando não detinha bola. O Náutico, por sua vez, tinha muitos jogadores caídos para segurar o adversário.

Mesmo como este quadro, o time do Recife continuava como dono das jogadas mais incisivas. Em uma delas, aos 28, Ticão desviou cruzamento rasteiro de dentro da pequena área. O terceiro gol só não saiu porque Sérgio, atrapalhado por sua própria zaga, agarrou com segurança.

O decorrer do confronto, com os pernambucanos melhores em suas descidas, dava a entender que a Lusa acumularia a quarta derrota consecutiva. Aos 38 minutos, porém, o Canindé explodiu. Preto fez ótima jogada pela direita e tocou para Patrício. E o lateral igualou o placar com um golaço, chutando no alto, sem chances para Eduardo.

Para completar o sofrimento rubro-verde, o time ainda tinha trabalho para evitar mais gols pernambucanos. O final da noite, porém, foi de festa portuguesa. Aos 46 minutos, em bola lançada na área, a zaga pernambucana afastou mal e deixou para Jonas desferir um chute da entrada da área que tocou na trave antes de encontrar as redes.

Agora, a equipe se prepara para encarar o lanterna Ipatinga no domingo, às 18h10, em Minas Gerais. No mesmo dia, o Náutico tenta se reabilitar diante do Internacional, nos Aflitos, às 16h.

FICHA TÉCNICA
PORTUGUESA 3 X 2 NÁUTICO (veja como foi o jogo lance a lance)

Local: Estádio do Canindé, em São Paulo (SP)
Data: 16 de julho de 2008, quarta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Helberth Costa Andrade e Rodrigo Otávio Baeta (ambos de MG)
Público: 2266 pagantes
Renda: R$ 29.400,00
Cartões amarelos: Marco Aurélio, Vaguinho e Preto (Portuguesa); Roger (Náutico)
Gols: NÁUTICO: Felipe, aos 14, e Gilmar, aos 32 minutos do primeiro tempo; PORTUGUESA: Edno, aos três, Patrício, aos 38, e Jonas, aos 46 minutos do segundo tempo

PORTUGUESA: Sérgio; Patrício, Bruno Rodrigo, Marco Aurélio (Carlos Alberto) e Ralph (Jonas); Erick, Gavilán, Preto e Edno; Rogério (Vaguinho) e Diogo
Técnico: Vágner Benazzi

NÁUTICO: Eduardo; Vagner, Negretti e Everaldo; Radamés (Roger), Ticão, Alceu, Paulo Santos (Helton) e Itaqui; Gilmar (Kuki) e Felipe
Técnico: Levi Gomes (interino)


Leia mais sobre: Portuguesa Náutico Campeonato Brasileiro

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo