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Futebol

16/07 - 11:02

Diego Cavalieri: "Palmeiras representou uma vida"

Agora o goleiro revelado no alviverde paulista terá que lutar por posição com Reina no Liverpool

Redação iG Esporte

SÃO PAULO - Diego Cavalieri chegou cedo ao Palmeiras. O ano era 1995, quando ele tinha apenas 13 anos. Tempos dourados, de uma época em que o clube ganhava tudo e transformava jogadores em ídolos.

Carlos Pracidelli que, quis o destino, será "rival" de Cavalieri em terras londrinas, se recorda que via em Cavalieri uma pessoa diferenciada: "O Diego tinha uma instrução e um astral muito positivo. Era tímido como qualquer garoto, mas aos poucos foi se soltando e lembro que muito rapidamente ele se tornou titular de todas às categorias de base por qual passou."

Cavalieri ingressou no time profissional do Verdão em 2003 e estava no elenco que subiu o Palmeiras para a elite do futebol nacional: "Como torcedor, foi muito sofrido. Era uma sensação estranha, de que disputar a segunda divisão não nos pertencia. Não era uma coisa de Palmeiras (risos). A agonia foi grande, mesmo estando ali só acompanhando".

À medida em que revelava excelentes goleiros, os titulares também se machucavam. Diego ganhou uma chance, jogou em 2004, fez inúmeras partidas em 2005, mas foi nos dois anos seguintes que provou quem realmente era, deixando de ser promessa para virar realidade: como prêmio por aquilo que fez dentro das quatro linhas, foi eleito um dos três melhores do país nos Campeonatos Brasileiros de 2006 e 2007.

Aos 25 anos, Cavalieri, o ex-número 1, bateu asas. Segundo jogador da história do clube que sai do Palmeiras diretamente para um clube da Inglaterra (o primeiro foi Miradinha, para o NewCastle), ele não esconde a paixão pelo alviverde. "O Palmeiras representou uma vida. Cheguei aqui criança. Foram 13 anos aprendendo, não apenas como jogador, mas como pessoa, como homem. Convivi a maior parte do meu tempo aqui. Sou eternamente grato."

Em entrevista exclusiva concedida para o site oficial do Palmeiras, Cavalieri fala um pouco mais sobre o Palmeiras e dos desafios que encontrará no Liverpool, da Inglaterra.

Preparado para assumir mais um desafio na sua carreira?
Cavalieri -
Tudo aconteceu muito rápido. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, alguma transferência poderia surgir, mas fui pego de surpresa pela rapidez com que a negociação andou. Mal consegui me despedir de todos os meus companheiros. (Diego fez sua estréia ao entrar no segundo tempo num amistoso dispustado neste último sábado, na vitória de 1x0 sobre o Tranmere Rovers, fora de casa).

Jogar na Inglaterra estava nos seus planos?
Cavalieri - Aqui está um dos principais centros quando se fala do futebol. Times maravilhosos, uma estrutura formidável e a organização, que é disparada umas melhores do mundo. Jogar num clube como o Liverpool é com certeza algo mágico e fantástico.

Conseguiu realizar todos os seus desejos no Palmeiras?
Cavalieri -
Creio que sim. Foi toda uma vida no clube, passando pelas categorias de base e assumindo a titularidade da equipe. Quando aconteceu pela primeira vez, não conseguia acreditar. Ainda mais para substituir o meu amigo Marcos.

E a maior emoção vestindo a camisa do Palmeiras?
Cavalieri - Tive vontade de chorar quando substituí o Marcos na
final do Paulistão (contra a Ponte Preta). Foi uma homenagem que eu sinceramente não esperava. E meu maior desejo era conquistar um título como profissional no clube que eu estava defendendo por 13 anos.

Um ídolo no Palmeiras...
Cavalieri - Claro, o Marcos. Nunca vi uma pessoa como ele. Mesmo nos momentos de maior dificuldade, se mostrava forte, com o astral lá em cima. É um exemplo de profissional e de pessoa, pelo caráter, pela honestidade e principalmente pela simplicidade. Ele é uma pessoa que jamais pode sair do meio do futebol por tudo o que representa.

E a importância do Carlos Pracidelli na sua carreira?
Cavalieri - Sempre digo que o Carlão foi um pai dentro do Palmeiras. Mais do que excelente profissional, às instruções e a atenção que ele dá para todos os goleiros é algo especial. Tudo o que ele fez e falou ficou de lição.

Como profissional, pode-se dizer que a próxima meta do Diego é a seleção brasileira?
Cavalieri - Não fico pensando nisso. Claro que qualquer jogador sonha em representar a seleção brasileira, seja a circunstância que for. Mas minha vida tem sido feita de etapas e, se tiver que acontecer, será fantástico. Mas não posso desesperar. Quero fazer meu trabalho, começar uma nova fase no Liverpool e seguir adiante.

Um recado para a torcida do Palmeiras...
Cavalieri - Queria agradecer por tudo o que fizeram por mim, pelo respeito e admiração de um por um. Com certeza estou levando todo esse carinho para a Inglaterra. Vi que fizeram uma homenagem para mim em alguns sites e no Orkut. Isso é algo mais do que gratificante e o Palmeiras estará para sempre no meu coração.


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Divulgação

Pego de surpresa
Cavalieri não esperava a rapidez na negociação com o time do técnico Rafa Benítez (à direita)

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