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15/07 - 08:31

Kempes: "El Matador" de uma só Copa
Atacante foi o artilheiro do Mundial de 1978, mas passou em branco em 74 e 82

Trivela.com

SÃO PAULO - No último dia 25 de junho o primeiro título mundial da seleção argentina completou trinta anos. Até hoje se levantam suspeitas de que os anfitriões tiveram uma “mãozinha” da ditadura que vigorava no país para vencer a Copa.

Mas dentro de campo o maior responsável pela conquista foi o atacante Mário Kempes, artilheiro do torneio com seis gols, incluindo dois na final contra a Holanda e outros dois na polêmica goleada sobre o Peru por 6 a 0. Aos 23 anos, o jogador, que ganhou o apelido de “El Matador”, entrava para a história do futebol argentino.

Kempes iniciou a carreira em 1972 no Instituto de Córdoba, onde tinha como companheiro o meio-campista Osvaldo Ardiles, que também brilharia na seleção argentina. Veloz, com forte chute e boa colocação na área, Kempes logo se destacou e foi vendido para o Rosário Central, em 1974. Pelo novo time, o atacante se sagrou artilheiro do Campeonato Argentino em duas oportunidades, em 1974 e 1976. O sucesso fez com que ele fosse negociado com o Valencia, onde foi o artilheiro do Campeonato Espanhol nas temporadas 1976/77 e 1977/78. Pelo clube espanhol conquistou três títulos: a Copa do Rei de 1979 e a Recopa e Supercopa Européia, ambas em 1980.

Em 1981, Kempes voltou a Argentina para atuar no River Plate. Ele já não estava no auge, mas ajudou a equipe a conquistar o campeonato nacional. No ano seguinte retornou á Espanha, onde atuou por mais duas temporadas no Valencia e outras duas no pequeno Hércules.

Já em fim de carreira Kempes foi jogar na Áustria, onde passou por Austria Viena, Sankt Pölten e Kremser, pendurando as chuteiras em 1991. Em 1995 ele voltou à ativa, com passagens pelo Fernandez Vial, da segunda divisão chilena e pelo Pelitta Hyatt, da Indonésia, onde também foi técnico. Atualmente ele trabalha como comentarista na ESPN da Argentina.

Mário Kempes esteve em três Copas do Mundo. Em 1974 e 1982 a sua participação, assim como a da seleção argentina, foi um fiasco. Em ambas ele não marcou sequer um gol. Mas o que ficou para a história foram os seu gols no título de 1978. Ao contrário da legitimidade da conquista argentina, ninguém jamais poderá duvidar da importância de Kempes para o futebol de seu país.

 


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