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Futebol

14/07 - 14:09

"Quero continuar no Villarreal", diz Marcos Senna
Trivela conversou com Marcos Senna, um dos destaques da Espanha na conquista do título da Eurocopa

Trivela.com

VILAREAL (Espanha) - O meio-campo da Fúria não parava. Era transpiração total. Correndo de lá pra cá, no meio dos albos espanhóis, como se vestisse verde-amarelo, estava Marcos Senna, de vermelho e amarelo e brasão de armas do lado esquerdo do peito. Era o mesmo Senna do Rio Branco, do São Caetano. O mesmo que, hoje, tem imensurável respeito em território espanhol.

Marcos Senna, de gigantesca folha corrida de serviços prestados em seis anos de Villarreal, é pura simplicidade. Fala mansa, tranqüila. Em campo, vira outra pessoa. Incansável, marcava pelos 46 milhões de espanhóis no meio-campo da Fúria. Com a bola do pé, se negava a fazer o simples. Por isso, por atuações destacadas na última Eurocopa, foi um dos principais destaques da competição. Se em 1958 o Brasil perdeu seu complexo de vira-latas, 50 anos depois é a Seleção Espanhola que não é mais a mesma em razão de uma grande conquista.

Marcos Senna tem lá sua parcela de mérito nisso. Simples, não se impressiona com a fama. Quer ficar no Villarreal, jogar a próxima Liga dos Campeões e tentar voltar às semifinais. “Queremos chegar na final desta vez”, diz.

O que o Villarreal pretende para a próxima Liga dos Campeões?

É muito difícil jogar a Liga dos Campeões e cada torneio tem sua história. Mas nós temos um time forte, um grande grupo, e vamos lutar para chegar o mais longe possível. Ou seja, a final.

O Villarreal foi a única equipe que atingiu o máximo de seu potencial no último Campeonato Espanhol. Isso ilustra uma queda do nível do torneio?

Não acho, o nosso time é que melhorou. O campeonato foi equilibrado e o nível técnico foi o mesmo de sempre. Merecemos chegar em segundo lugar. É que o Real fez uma ótima campanha, mas se tivesse descuidado, poderíamos ter chegado também.

E você tem sido seguido por Juventus e Arsenal, segundo se comenta na Europa. Qual é sua vontade?

Quero ficar no Villarreal. Eu sei que no futebol tudo pode acontecer, mas estou há seis anos e completamente adaptado. Gostaria de ficar. Não sei se o clube pode entrar em alguma negociação, mas meu desejo é ficar.

Falando agora sobre a Eurocopa, o que foi determinante para mudar a mentalidade do grupo espanhol? E como o elenco absorveu a ausência do Raúl?

O mais importante foi a qualidade do grupo. Sem o potencial técnico e tático, não teríamos ganho nada. Mas a união do elenco e o treinador foram fundamentais. Era o ano em que a Espanha tinha tudo para ganhar. E independente do Raul, estávamos focados no campeonato e queríamos ganhar.

Ainda que tenha uma boa geração mais nova, a Espanha não precisa se renovar. O time campeão é muito jovem. Como lidar com isso?

Queremos permanecer com essa geração, claro. É verdade que vem outro treinador, não sei o que ele pensa. Mas não tem muito o que mudar. Temos bons jogadores e outros que vêm subindo, é verdade. Se seguirmos assim, temos tudo para ganhar títulos importantes.

Na Copa do Mundo, você marcou o Zidane. Como foi isso?

Foi uma grande satisfação, ele é um cara que entrou para a história. Jogamos também no Campeonato Espanhol. É uma pena que ele já tenha parado, em razão da idade avançada.

E o dia a dia com o Riquelme? Descreva-o para nós.

Dentro de campo, ele é indiscutível. Todos querem ver ele jogar. Fora de campo, é reservado, é difícil o acesso. Às vezes, você faz uma piada e ele acha graça. No outro, não. Tem dia que cumprimenta, tem dia que não. Mas ele esteve muito bem no Villarreal.

Com relação ao Manuel Pellegrini, qual a importância dele para o clube?

Ele surpreendeu muito, por ser um treinador sul-americano na Europa. Deu muito certo. O elenco gosta demais dele, é uma pessoa inteligente. Ele merece entrar para história do Villarreal, cresceu junto com o clube e vai continuar crescendo. Estamos com ele até o fim.

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