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Futebol

13/07 - 19:51

Jadilson evita polêmica e Adilson garante ter grupo na mão
A posição do camisa 6 é a prova de Adilson em relação a seu ambiente na Toca da Raposa

Gazeta Esportiva

BELO HORIZONTE - Além da vitória, outro fato que marcou o Cruzeiro no clássico deste domingo foram as intensas vaias e o coro de burro direcionados ao técnico Adílson Batista quando Jadílson foi sacado para a entrada de Jonathan. O técnico, porém, usa o gol marcado por Ramires nos acréscimos para justificar sua opção.

“A gente respeita a torcida, precisamos dela, mas tenho que fazer a leitura do que é importante para o jogo e acho que fiz certo. Fizemos um gol com o Fabrício saindo de trás e o Ramires chegando. Foi importante”, comentou, explicando o que via em campo para sacar o lateral-esquerdo.

“Começamos bem o jogo, com um ritmo forte, mas tendo dificuldades pelo lado esquerdo com o Charles. Precisava rodar o Ramires e o Jadilson por ali para fechar. Um salvando o outro, futebol é coletivo. Demos algumas chances para eles por ali. Depois da substituição em que eles colocaram o Marques aberto, o Charles teve dificuldade, porque não é lateral, e tentei corrigir, arrumei ali. Nada contra o Jadilson, foi uma opção”, minimizou. “E o Jadilson há dois, três anos tem trabalhado no 3-5-2. Ou seja, é ala, liberado para atacar”.

Pivô involuntário da ira da torcida, Jadilson evitou polêmica. “A torcida sabe o que faço pelo time, do que eu sou capaz. Não entendo. Gostar de sair nenhum jogador gosta. Eu estava bem na partida, não queria ter saído. Mas faz parte, o professor faz o que acha melhor. Não existe perseguição. Sou profissional, aceito entrar ou sair”, ponderou o jogador.

E a posição do camisa 6 é a prova de Adilson em relação a seu ambiente na Toca da Raposa. “O grupo gosta do trabalho, aceita o que eu peço. Se determinados jogadores não cumprirem, vou trocando, tranqüilo”, disse o técnico, em afirmação confirmada por Fabrício.

“O Adilson vem mexendo bem, apesar de algumas contradições da torcida. A gente está com ele, o grupo está fechado, aceitando as substituições. Só assim se faz um grupo vencedor”, defendeu o volante, “O time está na segunda colocação, não perdeu para o Atlético, ganhamos três deles. Lógico que respeitamos a torcida, mas é importante ela estar do nosso lado. Temos tudo para sermos campeões brasileiros”, continuou.

Contudo, além da troca de Jadilson, Adilson também viu a entrada de Rômulo na vaga de Weldon contestada pelas arquibancadas. Ma também tem explicação para esta escolha. “Coloquei o Rômulo porque a bola estava passando, precisava de uma referência. Entendo o torcedor, que queria o Jajá, mas eu teria mais jogador aberto. Precisava de um cara de área” .

Mesmo diante de tantas justificativas recorrentes à torcida, Adílson Batista garante que a pressão não o atinge. “Quando o chicote sobe, até ele descer o corpo dá uma descansada. Tenho forças pra isso, faz parte do futebol. Tem que ter convicção. Vejo e escuto futebol todo dia, analiso situações”, metaforizou.

“Respeito o torcedor. Trabalhei cinco anos aqui como atleta e estou há sete meses como treinador com bons resultados. Não consigo agradar todo mundo, mas vou fazer o quê?”, conformou-se.


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