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Futebol

12/07 - 16:52

Argentina vive escândalo por fraude em cidadania de jogadores

Ação da Polícia moveu 110 mandados de busca e apreensão em uma grande rede da máfia do futebol

Reuters

BUENOS AIRES - A Justiça argentina prendeu 40 pessoas e apreendeu armas de fogo e documentos falsos ligados a fraudes para obtenção de cidadania européia para jogadores de futebol do país, afirmaram neste sábado autoridades policiais.

A Argentina é um grande exportador de jogadores de futebol para o Velho Continente, e os estreitos laços de sangue que unem sua população com países como Itália e Espanha facilitam a tramitação de uma cidadania européia.

O país sul-americano, onde é comum encontrar pessoas que contam com dupla cidadania, recebeu durante o século passado uma forte onda de imigração da Europa.

De acordo com o cônsul italiano na Argentina, Giancarlo Curcio, o problema não é novo.

'Faz um ano e meio que assumi o consulado italiano e encontramos cidadanias que apresentavam assinaturas adulteradas', afirmou o diplomata a uma emissora de rádio local.

'Apresentamos a denúncia às autoridades italianas e argentinas, e a Justiça vai determinar se houve dolo ou delito', explicou Curcio.

A maioria dos casos investigados envolvem jogadores de futebol, mas também existem outros casos sem relação ao esporte.

Em muitos bairros dos subúrbios de Buenos Aires podem ser encontrados cartazes afixados nas árvores oferecendo a 'cidadania italiana' ou a 'cidadania espanhola', um trâmite que apenas pode ser feito em um consulado, segundo afirmou o diplomata europeu.

'Há pessoas que fazem promessas que depois são perigosas e há pessoas que caem com boa-fé, porque têm direito à cidadania mas fazem um trâmite que não corresponde', acrescentou o diplomata italiano.

Recentemente, o ex-goleiro do River Plate Juan Pablo Carrizo protagoniou um episódio vinculado às cidadanias européias para esportistas.

A jovem promessa argentina foi contratada pelo clube Lazio, da Itália, mas teve que retornar à Argentina devido à demora na obtenção de seu passaporte.

'Ele apresentou documentação que não foi aceita na Itália e agora está jogando como argentino', detalhou Curcio

Segundo o jornal Clarín, fontes da investigação revelaram as suspeitas de que a quadrilha teria apoio fundamental de um empregado do consulado italiano e também de outra pessoa de município italiano.


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