iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

11/07 - 08:55

"Não é a minha equipe"
Depois de Pim Verbeek, agora é a vez do técnico dos Olyroos causar polêmica

Trivela.com

A frase é de Graham Arnold, técnico da seleção olímpica australiana, os Olyroos. Irritado com as críticas que vem recebendo pela não convocação dos promissores atacantes Bruce Djite e Nathan Burns, vendidos ao futebol europeu, Arnold declarou que a escolha dos 18 jogadores que vão a Pequim não foi apenas dele, mas de toda Football Federation Australia (FFA).

Acontece que a declaração de Arnold pode ser interpretada de duas maneiras: ou ele chutou o balde e abriu o jogo, para se livrar das críticas, ou somente disse a verdade, que a decisão da convocação passa por várias pessoas antes da divulgação final. E foi o que aconteceu. Pelo menos nas palavras...

'Rob Baan (diretor técnico) foi informado sobre a equipe, depois Ben Buckley (chefe executivo) e John Boultbee e eles aprovaram. Não é a minha equipe – é a equipe da FFA”.

Se por um lado essa discussão terminou – por enquanto –, uma outra questão tira a paciência de Arnold. O comandante dos Olyroos não admite que sua equipe, ou qualquer outra seleção sub-23, como Brasil e Argentina, seja usada apenas para ajudar a desenvolver ainda mais a seleção principal.

“Se esse é o caso, por que Brasil e Argentina estão levando esses jogadores (Robinho, Ronaldinho, Riquelme e Messi)?”, Arnold pergunta. “E por que o presidente (da FFA) Frank Lowy está dizendo que quer uma medalha?”, completa.

Para fechar as discussões, Arnie ainda diz que não há nada de errado entre ele e Pim Verbeek, técnico da seleção principal. “No final do dia (da convocação final), eu acabei trabalhando com Pim. Certas pessoas estão tentando forçar algo entre eu e ele, o que é ridículo. E Pim foi informado da convocação cinco dias antes de todo mundo”.

Colocado o pingo nos “is”, ainda acho que Graham Arnold errou ao não convocar Djite e Burns para Pequim. Ainda assim, aposto – quer dizer, continuo apostando – nos Olyroos, mesmo com Messi e, possivelmente, Drogba pela frente. Podem cobrar depois.

A escolha de Kewell...

A ida de Harry Kewell para o Galatasaray chocou a imprensa australiana. Para quem esperava um acerto ou com Celtic, ou Portsmouth ou mais provavelmente com a Roma, a ida do ídolo aussie para o clube turco foi encarada como – má – surpresa.

Aos 29 anos de idade, Kewell diz que vários fatores pesaram na decisão. Segundo o meia, a vaga direta na fase de grupos de seu novo time na próxima UEFA Champions League foi a principal. Diferente se tivesse acertado com o Portsmouth, por exemplo. Mas se for o caso, a Roma também tem vaga...

E por esse motivo, Kewell tem mais razões para ter escolhido a Turquia. Além de o futebol daquele país viver um bom momento, com o ótimo desempenho na recém-terminada Eurocopa, quando chegou à semifinal, o fato de poder ser o grande jogador do time pesou ainda mais – Totti não o deixaria ser em Roma.

Não que Kewell deseja ser a estrela do Galatasaray, longe disso, mas ele quer, sim, poder jogar regularmente, e provar, primeiro para si próprio, que ainda tem um futebol de grande nível. Kewell também precisa disso, de jogar regularmente, para ser ainda mais útil e importante na seleção australiana.

Paixão por brasileiros continua

O casamento entre A-League e jogadores brasileiros continua – com exceção de Jardel. O mais novo tupiniquim na terra dos cangurus e coalas é o folclórico volante e ex-coveiro Amaral. A nova casa do brasileiro é o Perth Glory, sétimo clube a contar com os serviços do “futebol alegre”.

Com exceção do atual vice-campeão Central Coast Mariners e do antigo New Zealand Knights, todos os outros times da A-League têm ou tiveram um brasileiro no elenco. O Adelaide United é o recordista com seis, seguido pelo Melbourne Victory. E é esse último que rendeu assunto essa semana. O motivo: a contratação do brasileiro Ney Fabiano para o ataque.

Comprado junto ao Chonburi, da Tailândia, Fabiano tem grandes chances de formar a dupla de ataque titular do Melbourne ao lado de Daniel Allsopp. Primeiro, porque além dos dois e Archie Thompson, o outro atacante do elenco é o jovem Nathan Elasi. Segundo, justamente Archie.

Convocado para as Olimpíadas como um dos três jogadores acima de 23 anos, Archie está no seu último ano de contrato e declarou que não descarta uma possível saída para algum clube da Ásia. E como estará em Pequim, cabe apenas ao brasileiro Ney Fabiano iniciar bem a A-League para permanecer com a vaga mesmo com a volta do ídolo e herói do título do Melbourne na temporada 2006/2007.

Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo