iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

10/07 - 11:24

Especial: jogadores 'esquecidos' podem agitar o mercado da bola
Eles se destacaram por aqui e andam sumidos, mas podem virar boas opções para reforçar os times da elite

Por Allan Brito e Bruno Pessa, do iG Esporte

SÃO PAULO - Já virou lugar-comum no futebol nacional: um brasileiro se destaca em terras tupiniquins, chama a atenção de clubes europeus e asiáticos e logo é vendido. Mas nem sempre a aposta dá certo, e o jogador volta ao Brasil como a grande esperança de alguns times

Neste ano, a história não deve ser diferente durante a janela européia de transferências. E não faltam opções de atletas que podem ser repatriados.

O iG Esporte traçou uma lista com diversos jogadores com história semelhante, que, mesmo um pouco esquecidos atualmente, podem entrar na lista de preferências dos clubes brasileiros.

De acordo com a condição atual de cada jogador, separamos os nomes em três categorias: contratações fáceis, mais ou menos e difíceis. A relação dos ‘fáceis’ está abaixo; para ler a lista dos ‘mais ou menos’ e ‘difíceis’, clique aqui.

CONTRATAÇÕES ACESSÍVEIS

>> Amoroso, 34 anos, atacante do Aris Salônica (Grécia)
A revelação do Brasileiro de 1994 (Guarani) e melhor atacante do Mundial de Clubes de 2005 (São Paulo) está com 34 anos e não encontra seu bom futebol há algum tempo. Mas é forte, finalizador e habilidoso. Em forma, ainda pode dar trabalho para as defesas brasileiras.

>> Edcarlos, 23 anos, zagueiro do Benfica (Portugal)
Tratado como um garoto de futuro no São Paulo, foi muito constante sob o comando de Muricy Ramalho e jogou bem a final do Mundial de 2005 contra o Liverpool. Mas em Portugal virou reserva dos brasileiros Luisão e David Luiz. Voltaria ao Brasil para provar que não é mais uma daquelas "eternas promessas" e tentar cavar uma vaga na Olimpíada.

>> Fabrício, 28 anos, meia do Al-Khor (Catar)
Viveu sua melhor fase no Atlético-PR, sendo vice-campeão da Libertadores em 2005. Transferido para o clube do Catar em setembro de 2006, tem contrato até o fim do ano que vem. Sondado pelo Santos, está de férias no Brasil e mais uma vez declarou que adoraria voltar ao futebol nacional, mesmo ganhando menos do que no Catar, onde os times pagam bem, mas o campeonato é fraco.

>> Fagner, 19 anos, lateral e meia do PSV (Holanda)
Foi revelado no Corinthians e chegou a vestir a camisa da seleção sub-20 no Sul-Americano, em que se destacou. Porém, recebe poucas chances na Holanda e sequer joga em sua posição de origem (virou meia ao invés de lateral-direito). Ainda é novo e pode ser uma boa aposta para o futuro.

>> França, 32 anos, atacante do Kashiwa Reysol (Japão)
Saiu do São Paulo em 2002 como o quarto maior artilheiro da história do clube. Porém, agora joga na segunda divisão do futebol japonês. Está com 32 anos e é o camisa 10 do time, mas deve sentir falta de fazer gols pelo Brasil afora.

>> Lenílson, 27 anos, meia-atacante do Jaguares (México)
Revelado pelo Noroeste, virou peça importante do elenco são-paulino em 2006, quando foi campeão brasileiro. Pouco aproveitado, foi para o México em agosto do ano passado, mas não se firmou no clube. Por ser um jogador de porte físico avantajado e habilidade na meia, cairia como uma luva em muitos times do país.

>> Lopes, 29 anos, meia-atacante do Yokohama Marinos (Japão)
Parte do elenco do Palmeiras de Felipão, foi artilheiro da Libertadores de 2001. Depois, não conseguiu ter o mesmo sucesso em Flamengo, Santos, Juventude e Cruzeiro antes de arrumar as malas para o Japão, em 2006. Anda esquecido do outro lado do mundo, e ser relembrado por algum time da elite pode lhe dar motivação para voltar.

>> Luiz Adriano, 21 anos, atacante do Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
Revelado no Inter, fez gol no Mundial de Clubes e já jogou também pela seleção brasileira sub-20. Porém, tem sido preterido na Ucrânia por Brandão, outro centroavante brasileiro. E viu sua situação se complicar ainda mais depois da chegada de Marcelo Moreno, ex-Cruzeiro. Precisa ser negociado para voltar a jogar com freqüência.

>> Magno Alves, 32 anos, atacante do Al Ittihad (Arábia Saudita)
Projetado para o Brasil no Fluminense de 1998, foi para a Ásia em 2002. Cansou de fazer gols por lá, mas resolveu fazer o "pé-de-meia" na Arábia. Tem tido sucesso no Oriente Médio, mas com 32 anos pode estar com saudades de jogar no Brasil e facilitar a negociação.

>> Pedro Júnior, 21 anos, atacante do Omiya Ardija (Japão)
Ganhou notoriedade no Grêmio e ainda passou por Cruzeiro e São Caetano. Reserva no Azulão, acabou vendido ao clube japonês em 2007. Como não tem tido o mesmo sucesso que outros brasileiros no Japão e ainda é bem jovem, reaparecer no cenário brasileiro pode lhe soar interessante.

>> Rico, 27 anos, atacante do Al-Muharraq (Bahrein)
Surgiu no São Paulo, ao lado dos ex-companheiros de Portuguesa Santista Adriano (volante) e Souza (meia). Foi destaque no título barenita deste ano, mas, além de estar em um futebol sem expressão mundial, o fator "proximidade da família" pode pesar na decisão pelo regresso. Negociou recentemente com o Sport, clube de sua terra natal.

>> Thiago Gentil, 28 anos, meia-atacante do Aris Salônica (Grécia)
Experiente e com passagens por clubes importantes, como Palmeiras e Paraná, agora está esquecido na Grécia, sendo colega de Amoroso. Não é tão velho quanto parece (28 anos) e ainda pode dar trabalho, no bom sentido, se voltar para o Brasil.

>> Thiago Ribeiro, 22 anos, atacante do Al Rayyan (Catar)
Tinha fama de reserva pé-quente no São Paulo de 2005 e 2006, indo para o Catar depois de superar séria lesão. Além de ser jovem, seu nome está em alta, tendo sido sondado nas últimas semanas por Corinthians e Fluminense.

Divulgação
Thiago Ribeiro está no futebol do Catar

Mas nem todos os jogadores e treinadores que estão longe de casa têm disposição de voltar ao Brasil. Há aqueles que estão bem lá fora e dificilmente aceitariam voltar. Ou aqueles que, mesmo em má fase, são persistentes e querem mostrar que são capazes. Mas não custa nada sonhar, certo? Veja a lista dos atletas cujas contratações são complicadas ou inacessíveis.

E há, ainda uma terceira opção, sobretudo para clubes que buscam "atletas experientes" para disputar a Libertadores, o que virou moda atualmente. A saída pode ser investir em veteranos que ainda têm um último gás para dar, mas andam esquecidos em clubes menores ou têm esquentado o banco em grandes clubes.


Leia mais sobre: Campeonato Brasileiro



Alerta de Gols Receba notícias pelo seu celular

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Gazeta Press

Ainda dá?
Amoroso fracassou no Corinthians e no Grêmio, mas foi campeão mundial pelo São Paulo

Topo