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Futebol

07/07 - 22:54

"Se tiver condições, me sacrifico pela seleção", afirma Kaká
Em entrevista exclusiva ao iG Esporte, o melhor jogador do mundo diz amar jogar pela seleção, mas afirma que não se sacrificará pela equipe quando não tiver condições

Por Ricardo Kotscho e Gian Oddi

SÃO PAULO – Kaká já ganhou Copa do Mundo, Campeonato Italiano e Liga dos Campeões. É ídolo de um dos maiores clubes do planeta, o Milan, e foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa e pela conceituada revista France Football. Não à toa, em entrevista exclusiva ao iG Esporte, quando pedimos que listassse os próximos objetivos de sua carreira, parou para pensar por alguns segundos e saiu-se com um "eu não vejo nada que falte".

Não se trata de imodéstia, até porque o meia-atacante já provou ter os pés-no-chão como uma de suas principais virtudes fora de campo. Sempre atencioso e pensando antes de responder, Kaká falou sobre o acidente no início carreira, sua rápida ascensão, a relação com a seleção brasileira e com Dunga e os sonhos de virar capitão do Milan e de "ganhar de novo" tudo que já ganhou — os objetivos que acabou por listar.

Kaká mostrou que o respeito adquirido em Milão já lhe permite contar sobre uma discussão tática que teve com o técnico Carlo Ancelotti e falar abertamente que "O Milan precisa de uma reformulação". Se declarações do gênero incomodam o Milan? A resposta está numa frase de Adriano Galliani, vice-presidente do clube, questionado sobre a suposta exorbitante oferta de 94 milhões de euros feita pelo Chelsea para ter o jogador. "Kaká não tem preço", disse nesta segunda.

A entrevista abaixo foi concedida por Kaká no centro de treinamento do São Paulo, onde o jogador faz fisioterapia para se recuperar de uma artroscopia no joelho. No meio deste mês, ele retorna a Milão e ao Milan. Onde, dá a entender, ainda devemos vê-lo por muito anos.

Flávio Torres
No CT do São Paulo, Kaká fala com a reportagem do iG Esporte

Na Taça São Paulo de juniores de 2001, você era reserva de um jogador chamado Harrisson. Poucos meses depois, já no time principal do São Paulo, foi campeão do Torneio Rio-SP. Mais um pouco e era ídolo no Milan. Foi tudo muito rápido. Você esperava isso? E que fim levou o Harrisson?
Sinceramente, não esperava. Foi uma surpresa. O treinador dos profissionais, que era o Vadão, ligou para o treinador dos juniores, que era o Edinho. Ele pediu alguns jogadores porque precisava compor o elenco do Rio-São Paulo. Aí o técnico dos juniores falou “Eu não vou te mandar todos os titulares, posso mandar alguns”. E eu só fui porque era reserva. Por isso eu não esperava as coisas acontecerem tão rápido. Fui para o profissional e fiz minha estréia numa quarta-feira, num empate por 0 x 0 com o Botafogo, no Morumbi, pelo Rio-SP. Aí, no domingo, eu entrei no segundo tempo de um jogo entre São Paulo e Santos, fiz um gol, e o São Paulo ganhou de 4 x 2. E aí continuei até o famoso jogo da final contra o Botafogo, em que eu entrei e fiz dois gols.

E o Harrisson, que fim levou? Você ainda fala com ele?
O Harisson eu vi jogando em um clube do interior, no Guarani e na Ponte. Eu encontrei com ele uma vez, no Japão. Mas não falei nada, até porque nós subimos para o profissional juntos. Ele também foi profissional do São Paulo. Eu, ele, o Renatinho Oliveira, o Fábio Simplício, o Júlio Baptista, o Jean... Cada um teve a sua oportunidade, e cada um aproveitou da melhor maneira.

Por que você não pirou nessa subida tão rápida como profissional? A maioria dos meninos que sobem assim rápido sai comprando carros...
Eu não pirei por causa dos meus pais [Bosco e Simone], com certeza. Por causa da base que eles me deram, da educação. Eles foram me controlando, me podando. Quando você é garoto, você acha que sabe tudo. Mas eu tive meus pais que foram fundamentais nesse processo. Depois aprendi muitas coisas e ganhei experiência. Hoje eles continuam me assessorando, mas eu tenho experiência do que é importante e o que serve para mim como profissional e como pessoa.

Você já ganhou títulos nacionais, continentais e mundiais, foi eleito o melhor do mundo pela Fifa e pela France Football. Nesse ponto, como se manter estimulado? Certa vez, em entrevista à revista Placar, você listou 10 objetivos que tinha para a carreira — e alcançou todos. Hoje você conseguiria listar 5?
É, acho que eu não consigo mais listar... Essa reportagem (clique para ler) foi muito legal, tanto que repercute até hoje. Foram 10 objetivos que eu fui listando, alcancei todos, e o último era jogar num grande clube europeu. Hoje eu conquistei tudo e minha motivação é continuar conquistando. Porque tudo que eu conquistei uma vez eu quero conquistar de novo: Copa do Mundo, prêmio da Fifa, Campeonato Italiano, Champions League... Porque a emoção é diferente, a situação é diferente. Mas eu não consigo listar 10 objetivos...

Nem um?
Hoje o que eu consigo é listar meus objetivos por temporada, isso sim. Mas o que falta? Eu não vejo nada que falte...

Flávio Torres

"Tudo que conquistei quero conquistar de novo: Copa do Mundo, prêmio da Fifa, Italiano, Champions League. Porque a emoção é diferente, a situação é diferente"

Certa vez você disse que gostaria de virar o que é hoje o Maldini para o Milan...
Ah, isso pode ser! Virar um ícone importante do time. Me tornar um referencial... Na verdade, acho que hoje eu já sou um referencial importante. Mas me tornar o capitão, esse é meu próximo objetivo. E se eu continuar minha carreira na Itália, continuar no Milan, eu gostaria de no final fazer alguma coisa vinculada ao Milan.

Virar um “novo Maldini” ou conquistar novos fãs em outros países e torcidas: pensando mais para frente, o que mais te seduz?
Meus grandes exemplos são o Rogério [Ceni, goleiro do São Paulo] e o Maldini, que ficaram nos seus clubes por muito tempo. Eu acho que aprendi isso: momento bom e ruim você vai pegar em qualquer lugar. Agora, você estando em um clube importante que sempre briga por títulos, você vai pegar uma fase boa. Então, o Rogério passou anos e anos sem ganhar nada. Passou uma fase que ganhou tudo e ficou marcado como o goleiro que mais conquistou títulos na história desse clube. Chegar a ser igual ao Maldini vai ser muito difícil: esse ano ele vai completar 25 anos de clube, então, bater os recordes que ele bateu vai ser difícil. Mas ser uma referência como ele no time, ser o capitão um dia, eu gostaria que isso acontecesse.

Antes dos últimos vexames, o Dunga falou que a seleção não precisava mais de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Você concorda? O que diria a ele se o encontrasse amanhã, por acaso, no aeroporto?
Não, eu li a entrevista que fizeram e acho que não foi muito dessa forma que “Kaká e Ronaldinho não serviriam”. Perguntaram para ele como era a seleção, se algum jogador era imprescindível. Ele falou que não e citou o exemplo do Pelé. E eu concordo com ele. Eu amo jogar pela seleção e todas as vezes que eu tiver condições, vou querer estar na seleção. Então, se eu encontrasse com o Dunga amanhã, o que eu poderia falar para ele é “Conta comigo!”. Daqui pra frente, quando eu estiver bem, ele pode contar comigo sempre que precisar.

Flávio Torres

“Eu tinha que operar. Não seria justo me sacrificar [nas Eliminatórias]. Porque se eu não tivesse um bom resultado ninguém ia querer saber se eu estava com dor. Quando eu puder fazer um sacrifício, vou fazer. Mas, quando eu não tiver condições e fizer, ninguém vai levar em conta”

Você não acha exagerada essa cobrança sobre jogadores como você e o Ronaldinho? Isso não extrapola o direito individual de vocês — por exemplo, o de ter férias?
Acho que essa cobrança é exagerada, sim. Mas procuro pensar naquilo que é o melhor para todo mundo. Que seja uma coisa justa. Que não seja o melhor só para mim, o melhor só para a seleção ou só para o Milan. Agora [na ausência das Eliminatórias], eu não tinha condições, não foi uma opção a minha cirurgia. Era uma obrigação, eu tinha que operar. Então não seria uma coisa justa ir para a seleção, me sacrificar. Porque se eu não tivesse um bom resultado ninguém ia querer saber se o Kaká tinha condições, se estava com dor no joelho. Aí iam falar: “Ah, tá com dor no joelho? Então fica em casa, não aparece”. Como eu sei que tem sempre os dois lados, prefiro fazer aquilo que é o correto pra todo mundo. Eu não teria a condição do Júlio [Baptista] ou o Diego, então, naquele momento, o melhor foi fazer a cirurgia e ficar fora da seleção. Quando eu tiver condições de fazer um sacrifício, vou fazer um sacrifício. Mas quando eu não tiver condições e fizer, ninguém vai levar em conta o meu sacrifício.

Você viu os jogos da Eurocopa? Você concorda que neste momento os europeus jogam um futebol melhor que o nosso?
Ah, não sei... a última Copa foi muito criticada e isso faz dois anos. A Europa foi criticada, dizem que a Itália ganhou jogando um futebol horrível. Isso faz só dois anos, e eu não acredito que muita coisa mudou. É que você pega um momento diferente, os times numa formação diferente. Eu, por exemplo, nunca vi o time da Espanha dessa forma. Acompanhei alguns jogos, não todos, mas a Espanha tem um toque de bola impressionante. A Alemanha já é mais tradicional, no 4-4-2, com todo mundo esperando. O time da Rússia foi uma surpresa...

Você já tinha visto o Arshavin [camisa 10, destaque da seleção russa] jogar?
Não. Foi uma surpresa. Foi até engraçado o que o Zidane falou: “Eu não sei o nome dele, mas ele joga pra caramba”. Então é isso, acho que é uma nova geração que vem por aí no futebol europeu.

Nova geração que se contrapõe ao seu time, o Milan, que sofre muitas críticas por ser um time velho. Você acha que o Milan precisa mesmo de uma reformulação urgente?
Acho que o Milan precisa mesmo de uma renovação, e todas as vezes que me perguntam eu falo isso lá dentro. Porque o que aprendi lá no Milan foi que é preciso passar a mentalidade vencedora dos jogadores mais experientes para os mais jovens. Você não sabe até quando o Maldini vai jogar, até quando o Seedorf vai jogar... Então, você aproveitar e tirar o máximo desses jogadores é interessante. Eu aprendi com eles. Quando cheguei no Milan tinha só um título de Rio-São Paulo e um título mundial com a seleção, no qual não joguei como gostaria — até porque, com 20 anos, nem poderia. Então eu aprendi. É isso que eu passo para eles ali: o Pato agora vai aprender com esses mais experientes. No futebol, a experiência conta muito. Então, a receita é mesclar, e todo mundo lá tem essa consciência. Eles acham que perderam um pouco o tempo de começar a renovação desse grupo.

Há algum tempo você joga mais avançado no Milan, a ponto de o clube ter colocado “Kaká” na lista de atacantes em seu site. Isso foi um pedido seu? Qual sua preferência, jogar como meia ou atacante?
É, desde que saiu o Shevchenko do Milan.... O Ricardo Oliveira passou por lá, não teve grande sucesso, teve alguns problemas, e aí a gente começou a jogar comigo um pouco mais adiantado: 4-4-1-1. Eu era esse penúltimo. Aí comecei a jogar daquela maneira, o time começou a ir bem... Eu não gostava, tinha que jogar de costas pro gol, não tinha essa referência...

Aquela discussão que a TV italiana mostrou entre você e o Ancelotti, no intervalo de um jogo do Campeonato Italiano, era por isso?
Era. Eu falei para ele: “Pô, eu tenho que ficar jogando de costas pro gol. Eu não gosto de jogar de costas pro gol, já falei isso!”. Aí ele respondeu “Eu não te mandei jogar ali”, e eu respondi: “Bom, mas querendo ou não estão me empurrando para jogar naquela posição ali”. Mas hoje eu já me adaptei a jogar ali. A situação é diferente, eu faço com prazer. Às vezes eu recuo um pouco mais, mas desde aquela época que eu jogo no Milan como segundo atacante. Não sendo o primeiro e não tendo que ficar dentro da área, está ótimo. Tendo a liberdade de me movimentar e cair para os dois lados, não tem problema. Passei isso para eles. Aprendi muita coisa jogando de costas e hoje estou adaptado a jogar dessa forma. Aí eles me colocam lá no site como atacante.

Flávio Torres

“Meus exemplos são o Rogério [Ceni] e o Maldini, que ficaram nos seus clubes por muito tempo. Momento bom e ruim você pega em qualquer lugar. Estando em um clube importante que briga por títulos, você vai pegar uma fase boa”

O que você gostaria que o seu filho Luca fosse na vida? Jogador de futebol, pastor ou político?
Durante a minha vida, meus pais me incentivaram a fazer aquilo que eu gostaria de fazer. Eu sempre gostei de jogar futebol e sempre quis ser jogador. Então eles falaram: “Quer ser jogador? Vai estudar, você tem condições de conciliar as duas coisas. Agora, se você for jogador, você vai ter essas dificuldades e esses privilégios; se você for engenheiro (como meu pai era) você vai ter esses privilégios e essas dificuldades. Tudo na vida vai ter esses dois lados, então faça o que você gostar”. É mais ou menos isso que eu vou passar para o meu filho. Sinceramente, não tenho uma preferência. Se ele quiser ser jogador, eu vou incentivá-lo. Porque já vi muita gente que o pai empurrou a fazer uma coisa que ele não queria ou não tinha capacidade, e aí o cara crescia frustrado e com sérios problemas.

Você estudou até que ano? Tem vontade de continuar? E, se tem, de estudar o que?
Eu terminei o terceiro colegial. Tenho vontade quando eu parar de jogar, talvez. Eu terminei o colégio com 17 anos e aos 18 subi para o profissional. Então tive um ano para escolher o que fazer. Escolhi que ia fazer educação física. Mas subi para o profissional e não deu tempo de fazer a faculdade. Passaram dois anos e eu pensei: não é mais educação física; se eu for fazer uma faculdade, hoje, vou fazer administração. E hoje eu já não faria nenhuma das duas, faria economia. Por isso que eu acho que um menino de 18 anos raramente tem condições de escolher o que vai fazer da vida.

O nascimento do Luca mudou a maneira de você ver o seu trabalho? À parte o fato de que você agora vai dormir menos, você já pensou, por exemplo, que talvez não seja bom mudar de país com freqüência?
Até agora não mudou meu jeito de ver, até porque eu não tenho essa vontade de ficar mudando [de país], como eu já dizia antes mesmo dele nascer. Mas é claro que nunca se sabe: um dia eu posso não estar legal no Milan, o Milan não estar tão satisfeito comigo e aí acaba aparecendo uma mudança. Acho que uma mudança ou outra não seria tão radical, mas é claro que não é legal ficar mudando o tempo inteiro. Eu já vi o exemplo de pessoas que fizeram isso, e os filhos realmente sofrem com essas mudanças. Mas a principal mudança é a responsabilidade. E eu vou sofrer muito quando tiver que ir para concentração... ou não, né? Alguns dizem que é um alívio (risos).

Você tem consciência que o seu filho vai crescer como um italiano? Você está entrosado com a cultura de lá a ponto de isso não te incomodar?
Eu amo a Itália. Gosto muito, e hoje sou um italiano também. Peguei a cidadania da minha esposa e não sou mais um extra-comunitário dentro da Itália. Então ele vai ter essa possibilidade de ter essa dupla cidadania, e é claro que esses anos em que ele ficar por lá ele vai crescer desta forma. Virá para o Brasil toda vez que a gente vier, mas vai crescer na Itália. Ele já tem nome italiano (risos).

Depois de tantas entrevistas que você já deu, qual a pergunta que não te fizeram ainda e que você gostaria de responder?
Não faço idéia, nunca pensei nisso. Mas normalmente, quando eu tenho vontade de falar alguma coisa, eu encaixo em alguma resposta. Vou puxando a resposta para o lado e no fim falo aquilo que quero (risos).

Você pode contar para gente a história do acidente que você sofreu no começo de carreira e que criou essa sua ligação tão grande com a religião?
Na verdade, muita gente liga esse acontecimento com minha ligação religiosa, mas não tem nada a ver. Eu cresci num lar evangélico, meus pais são evangélicos e desde que nasci freqüento a igreja. Esse episódio foi em outubro de 2000. Eu era titular dos juniores do São Paulo e fiquei suspenso num fim de semana. Meus avós paternos moravam em Caldas Novas. Eu fui pra lá e, descendo num ‘toboágua’, bati com a cabeça no fundo da piscina. Meu pescoço virou e nessa virada eu fraturei a sexta vértebra do pescoço. Saí da piscina, e meu irmão [Digão, hoje zagueiro do Milan] veio logo atrás de mim, viu que estava sangrando e me levou para o hospital. Aí meus pais chegaram, o médico fez uma radiografia, me deu os pontos na cabeça e não viu nada. Eu continuei com dor, mas voltei para São Paulo, treinei e na sexta-feira não estava agüentando de dor e falei que precisava fazer um exame. Aí fui no hospital e fizeram a radiografia. O médico vinha e voltava o tempo todo e perguntava: “Você está legal, está formigando o braço? Você sente o braço?”. Eu falei que estava tudo bem e perguntei se tinha acontecido algo. Ele falou “Eu não posso dizer nada, quem vai te falar é o médico especialista”. Aí ele me chamou na sala, perguntou se eu estava bem e falou “Você teve um acidente muito sério, quebrou o pescoço e teve muita sorte de não ter acontecido nada mais sério, de não ter ficado paralítico”. Todos os médicos em que eu fui falaram que eu tive muita sorte. E daí eu acredito que foi uma coisa de Deus, de ter me livrado de um problema mais sério. Eu fiquei três meses com colete cervical, e quem entrou no meu lugar foi o Hugo [hoje meia do São Paulo]. Por isso virei reserva dos juniores.

Muita gente comenta que o Digão, seu irmão, só ganha o que ganha do Milan [1 milhão de euros por ano] porque o clube não podia pagar a você mais do que o seu teto salarial. Você fica irritado ou lisonjeado com esse tipo de especulação?
Então vou ter que cobrar esse percentual aí dele (risos). Não, não é uma coisa que me incomoda, para mim isso é normal. Até porque meu irmão sabe — e eu também sei — que ele vai viver essa cobrança de ser meu irmão até o dia em que ele “se sustentar” e falar “eu sou o Digão e não mais o irmão do Kaká”. O ano passado, quando ele jogava no Rimini, ninguém mais falava que ele era o zagueiro irmão do Kaká. Esse ano ele veio para o Milan, não teve tanta oportunidade de jogar, mas ganhou muita experiência. Provavelmente ele agora quer sair, para poder jogar, e aos poucos vai se desvinculando disso. Mas isso para a gente não é um problema. Ele nunca levou o fato de ser meu irmão como um problema. Isso nunca o afetou, então eu não me preocupo com isso.

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