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Futebol

07/07 - 19:19

Negociação de Gerson Magrão causa atrito entre Galo e Ipatinga

Notícia de que meia foi contratado pelo Cruzeiro surgiu após acordo verbal do jogador com o rival Atlético-MG

Gazeta Esportiva

BELO HORIZONTE - O diretor de futebol do Atlético-MG, Alexandre Faria, reagiu com fúria à notícia de que o meia Gerson Magrão foi contratado pelo Cruzeiro. O destaque do Ipatinga já estava apalavrado com o Galo, mas o negócio acabou sendo atravessado pelo arqui-rival.

Segundo Alexandre Faria, o jogador lhe tinha sido oferecido pelo valor de R$ 700 mil reais – preço relativo a 50% dos direitos econômicos – e, após barganha, o negócio seria fechado por R$ 500 mil. No entanto, o presidente do Ipatinga, Itair Machado, optou por vendê-lo ao Cruzeiro por R$ 2 milhões.

Revoltado, o dirigente atleticano rasgou o verbo contra o dirigente do Tigre: “Dei um voto de confiança para ele, até porque ele disse que a relação dele com o Atlético não era boa pelo fato dele ter sido parceiro do Cruzeiro. Ele me pediu para fazer uma aproximação com o Atlético, tentei fazer essa aproximação, pegamos um jogador dele, o Mariano, emprestamos o Marinho. Mas o mundo do futebol, que havia dito que ele era um bandido, estava certo e eu realmente estava errado. A partir de hoje não tem mais a menor chance de relação com o Ipatinga”.

Ao tomar conhecimento de tais declarações, o presidente do Ipatinga divulgou uma nota oficial na qual, com bastante ironia, questiona a habilidade de Alexandre Faria como cartola.

“Quanto ao referido diretor, penso que não é a pessoa ideal para ocupar um cargo de tamanha envergadura. Prova disto é o fato de ter divulgado, por meio de sua assessoria de imprensa, uma negociação em andamento e não concretizada. O Ipatinga F.C. em momento algum oficializou a notícia em seu site”, opinou, numa das alfinetadas.

Quanto à opção pelo Cruzeiro, a explicação foi bastante simples. “Esclareço que recebi de alguns clubes brasileiros propostas para a venda do referido atleta. Cabendo-me preservar os interesses do Clube, optei pela melhor proposta. O Ipatinga trabalha profissionalmente e com muita responsabilidade”, alegou.

A nota dizia ainda que o departamento jurídico estuda que medidas legais podem ser tomadas em relação ao uso da palavra “bandido” nas acusações do dirigente atleticano.


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