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Futebol

06/07 - 21:35

Muricy reclama de jogadores “com cabeça em outro lugar”
O técnico Muricy Ramalho encontrou o motivo de o time do São Paulo ter entrado em campo desconcentrado para a partida contra o Ipatinga, neste domingo. Para o comandante tricolor, o assédio europeu está tirando o foco dos atletas do Campeonato Brasileiro.

Gazeta Esportiva

“O time não estava concentrado no que estava fazendo. Este será um mês difícil para todos os treinadores do futebol brasileiro porque tem consulta para todo lado. Mas são apenas consultas, os jogadores não têm que se empolgar. Jogador confia nas pessoas erradas e tem de pagar um preço quando não se concentra. Este mês vai ser dose porque os caras estão com a cabeça em outro lugar”, reclamou o técnico, depois do empate por 1 a 1, no Morumbi.

Muricy explicou que o problema atingirá todas as equipes do Brasileirão e ainda avisou que caberá aos treinadores recolocar o pensamento dos jogadores no campeonato. Mesmo sem se referir diretamente, o técnico alfinetou os empresários de atletas.

“Todos os treinadores têm de mostrar a realidade e o caminho. As pessoas contam histórias para eles, e eu não. Eu conto a realidade. A verdade é que não tem nada oficial”, afirmou.

Vários jogadores do elenco do São Paulo despertaram o interesse de clubes da Europa. Alex Silva e Hernanes estão sendo observados de perto pelo Barcelona, enquanto o volante Richarlyson despertou o interesse do Werder Bremen. O zagueiro Miranda, por sua vez, revelou estar em negociações com clubes de Alemanha, Espanha e Itália. Já o atacante Dagoberto é alvo de interesse do Nantes, da França.

Apesar de todas as sondagens, o treinador afirmou que não sacará do time os jogadores assediados por europeus. “Não preservo ninguém. Se o jogador está jogando bem, continua no time. Se não estiver, sai. Sou técnico do São Paulo e eles têm de jogar. Estão recebendo do São Paulo e têm de trabalhar duro”.

Muricy, inclusive, foi irônico ao falar que não tem como blindar os atletas das especulações. “Vou pegar e colocar o jogador no quarto da minha casa? Não tem jeito. Eles são livres para fazer o que quiserem”, concluiu.

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