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Futebol

05/07 - 20:33

Mano se defende e evita cumprimentar Finazzi
O centroavante Finazzi estava disposto a esquecer a rixa com Mano Menezes e cumprimentá-lo antes da partida entre Corinthians e São Caetano, neste sábado, no Pacaembu. O técnico não.

Gazeta Esportiva

Após deixar o Parque São Jorge, Finazzi acusou Mano Menezes, durante o programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, de privilegiar jogadores que indicou e de determinado empresário em suas escalações.

“Estão dando uma importância para o Finazzi que ele nunca teve”, rebateu o técnico, para explicar seus motivos para não cumprimentar o ex-comandado. Concorrente de Finazzi no São Caetano, ao contrário, Tuta foi enaltecido por Mano. “Até queria ele no Corinthians. Faço questão de abraçar os amigos.”

Mano Menezes ficou vermelho ao criticar Finazzi mais uma vez. “Alguém ainda tem dúvidas sobre a minha conduta profissional? No máximo, posso ser burro. As trajetórias falam pelas pessoas. Mesmo assim, ouço coisas desse tipo”, esbravejou.

Ao mencionar exemplos de sua carreira para defender sua idoneidade, Mano lembrou que ele próprio não tinha empresário até ganhar projeção nacional no Grêmio. Quando recebeu um telefonema dos Emirados Árabes, de “um sujeito xingando em árabe” porque haviam oferecido a contratação do técnico, achou necessário acertar com um procurador.

Carlos Leite, o empresário de Mano Menezes, também agencia as carreiras do meio-campista Eduardo Ramos e Elias e dos laterais Denis e Wellington Saci. Só os dois primeiros são titulares do Corinthians.

Mano ressalva que Léo Lima também é cliente de Carlos Leite. Hoje no Palmeiras, o meia dispensado por ele nos tempos de Grêmio chegou a ser cotado para reforçar o Corinthians, porém o técnico vetou a contratação para evitar declarações como às de Finazzi. “O Léo Lima poderia jogar com qualquer técnico do Brasil, mas não comigo”, explicou. Wanderley Luxemburgo, que não quis o jogador no Santos, sofreu as acusações que Mano temia.

“Desde que comecei a minha carreira, escolhi uma linha de conduta para seguir. Passei isso para quem trabalha comigo. Não quero ter porcentagem em direitos de jogador, embora possa indicá-los. Quando quiser ser empresário ou outra coisa qualquer, deixarei de ser treinador”, discursou Mano Menezes.

O presidente Andrés Sanchez também saiu em defesa do técnico. Mesmo sem que ninguém lhe perguntasse nada sobre o assunto, o cartola corintiano empunhou o microfone em entrevista coletiva para desabafar: “O Finazzi disse coisas estarrecedoras sobre o Mano, que é uma pessoa idônea como eu. Isso é um absurdo. Se ele sabe de algum favorecimento de empresário, vá à Polícia dar queixa. Com toda a experiência que tem, deveria ter reclamado quando estava no clube”.

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