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Futebol

30/06 - 16:49

Lucro que seria do Corinthians por Jô vai para empresário
O Corinthians deixou de ganhar cerca de R$ 5,7 milhões referentes à ida de Jô do CSKA, da Rússia, para o Manchester City, da Inglaterra, por R$ 57 milhões.

Gazeta Esportiva

Por ser formador do jogador, o clube teria direito a 10% do valor da negociação, porém vendeu o percentual ao empresário Giuliano Bertolucci no último dia 23 de maio.

Em comunicado divulgado na tarde desta segunda-feira, o Corinthians justifica que a transferência de Jô para o futebol inglês era incerta e lembra que precisava obter lucros para saldar as dívidas de gestões anteriores (o montante beira os R$ 100 mi). A nota ainda informa que Bertolucci pagou à vista pelos 10% do atacante, porém omite a quantia recebida.

Ainda assim, o Corinthians receberá cerca de R$ 1,7 mi pela transação de Jô, de acordo com o mecanismo de solidariedade estabelecido pela Fifa. A norma garante 5% de lucro na segunda transferência internacional de um atleta ao clube formador. Como o atacante deixou o Brasil com 18 anos, a porcentagem caiu para 3%.

Confira a nota de esclarecimento divulgada pelo Corinthians:


A diretoria do Sport Club Corinthians Paulista esclarece, a respeito da venda de 10% dos direitos econômicos do atacante Jô, que, devido às dívidas herdadas da gestão passada, é pública e notória a grave crise financeira pela qual o clube atravessa. Por esse motivo, foi decidido no último dia 23 de maio pela negociação do porcentual ainda pertencente ao Corinthians.

Na ocasião, os 10% foram negociados com o empresário Giuliano Bertolucci, agente FIFA que pagou em valor integral e à vista o que o clube pedia, ocasionando, assim, a entrada de recursos em curto prazo. O valor creditado aparece, inclusive, no balancete relativo a maio publicado no Corinthians.com.br.

Nesse período, o Corinthians não tinha nenhuma garantia de que o atacante Jô seria mesmo negociado do futebol russo para o futebol inglês. Mesmo porque o Manchester City só conseguiu cumprir todas as garantias para a regularização do atleta na Inglaterra apenas no último dia de prazo imposto pela Federação Inglesa. Por isso, o clube não tinha como alternativa aguardar que a negociação fosse mesmo efetivada, já que os riscos desta não ocorrer eram grandes.

Do mesmo modo, a diretoria corinthiana explica que, mesmo com a venda do atleta, nem sempre o clube é beneficiado com o recebimento imediado dos recursos financeiros. Na negociação do meia Carlos Alberto com o Werder Bremen, por exemplo, o Corinthians acabou não conseguindo se valer dos recursos que lhe eram de direito, o que segue pendente de definição junto ao Poder Judiciário.


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