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Futebol

30/06 - 11:08

Jornais espanhóis exaltam superioridade como “fim dos fantasmas”
A imprensa espanhola não poupou elogios aos seus campeões. A Espanha acordou na manhã desta segunda-feira lendo efusivos comentários em relação à sua seleção, campeã da Eurocopa neste domingo ao bater a Alemanha por 1 a 0 em Viena, na Áustria.

Gazeta Esportiva

Os jornais exaltaram o primeiro título da Fúria desde a conquista da própria Euro, em 1964. O bicampeonato europeu foi visto como o símbolo de que a fama do time de “amarelar” e cair em decisões foi extinguida. E os comandados de Luis Aragonés são aclamados como uma salvação para o futebol, pois venceram jogando bonito na opinião dos espanhóis.

“Não é um sonho”, estampa o diário Marca “A Espanha reina no futebol europeu, 44 anos depois, ao derrotar a Alemanha com um golaço de Torres. O futebol de toque da Roja foi muito superior e só a falta de pontaria impediu que a final acabasse antes. Não precisamos esfregar os olhos, somos CAMPEÕES DA EUROPA. Sim, com letras maiúsculas, porque assim conquistamos esta Eurocopa. Por fim, se fez justiça e o melhor futebol foi premiado com um título”, diz em seu texto.

O jornal madrilenho continua ainda classificando o brasileiro Marcos Senna como “excepcional escudeiro” ao proteger a defesa vermelha, postura que, segundo o diário, deu a Xavi a chance de criar mais jogadas e ser eleito o melhor da Euro. Animada, a publicação já se entusiasma com a disputa da Copa das Confederações na África do Sul, em 2009, quando enfrentará os anfitriões; Itália, campeã da última Copa do Mundo; Brasil, campeão da Copa América; Iraque, campeão asiático; e Egito, campeão africano, se tornar o “campeão dos campeões”, em suas palavras.

Também entusiástico, o As lembra que o futebol, paixão nacional, atingiu o posto que a seleção de basquete, campeã mundial em 2006, e Rafael Nadal, astro do tênis, chegaram nos últimos anos e despertaram também comemorações em todo o país.

“Vence a Espanha. Ganha o futebol. Leia atentamente: somos campeões da Europa. Ontem (domingo), quando Casillas levantou o troféu, levantamos a Copa que os outros sempre levantavam. Desta vez, o confete era nosso, os beijos eram nossos, eram nossos os champanhes e as bandeiras. Já não há medo, nem complexos. Aprovamos a última assinatura pendente na história moderna do esporte espanhol. O futebol, nosso absoluto futebol, está no lugar que merece. Não sobrou nenhum fantasma”, comemora, lembrando da vitória sobre a Itália, nos pênaltis, nas quartas-de-final.

O El País seguiu discurso similar aos concorrentes, celebrando principalmente o futebol ofensivo e os números positivos que marcaram a campanha espanhola nos campos da Áustria e da Suíça.

“Há muitos caminhos que conduzem à glória, mas poucas vezes se alcança com tanto méritos como fez o vencedor da Eurocopa. A festa foi para a equipe que melhor jogou, mais fez gols, mais estilista, que eliminou o campeão do mundo e suportou a final contra a Alemanha, que não é qualquer uma. A Espanha não só reconquistou um título 44 anos depois, mas o fez com grandeza, de forma deslumbrante do início ao fim do torneio, até despertar a admiração unânime”, descreveu, prevendo um “ciclo” vencedor à equipe nacional.

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