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Futebol

29/06 - 10:06

Presidente da Fifa considera número de árbitros da Eurocopa insuficiente
O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, afirmou que escalar apenas 12 árbitros para uma competição do tamanho da Eurocopa é insuficiente.

EFE

"Acho que 12 árbitros para 31 partidas é um número insuficiente", disse Blatter em entrevista à televisão estatal austríaca "ORF", acrescentando que esta edição da Eurocopa, na Áustria e na Suíça, confirmou como o futebol pode unir os povos.

"Não fui tanto à Áustria, mas na Suíça a emoção vivida só pode ser boa para o futebol. Pensava que faltaria animação lá, mas tudo mudou já na primeira partida. E não foi simples, porque não é fácil organizar uma Eurocopa em dois países", opinou Blatter, de 72 anos - dez deles à frente da Fifa.

Sobre os eventuais erros de arbitragem na competição, o presidente da Fifa disse que todos cometem erros, incluindo os árbitros. Segundo ele, algumas experiências serão testadas ano que vem, provavelmente na Copa das Confederações - uma delas a entrada de dois novos auxiliares, que vigiariam as áreas.

Para o suíço, o árbitro Manuel Mejuto expulsou corretamente os técnicos da Alemanha, Joachim Löw, e Áustria, Josef Hickersberger, na partida entre as duas equipes, ainda pela primeira fase, no estádio Ernst Happel de Viena.

Ao comentar os preparativos à Copa do Mundo de 2010, ele disse estar preocupado com a segurança, e não o desenvolvimento das infra-estruturas.

"A África do Sul é um país organizado e democrático. Desde 1994 é uma república, mas uma república jovem, com 40 milhões de habitantes. O tema da infra-estrutura caminha bem", disse.

"Os estádios serão construídos no prazo previsto e utilizados para outros fins. Mas não será só a infra-estrutura o legado do Mundial na África do Sul", completou o dirigente.

"Houve problemas com trabalhadores, mas os sindicatos reconheceram que a organização do Mundial é algo positivo para o desenvolvimento da economia no país", explicou Blatter.

Blatter disse ainda que tentaram lhe comprar para que não se apresentasse candidato à Presidência da Fifa.

"Um milhão de pessoas está relacionada ao futebol, seja de forma direta ou indiretamente", disse o suíço, que defende a transparência do organismo que preside e no qual trabalha há 33 anos.

"Não podemos ser mais transparentes. Há três órgãos diferentes de controle dos relatórios financeiros", explicou Blatter, apontando que "70% das receitas da Fifa são destinadas a programas de desenvolvimento".

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