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Futebol

29/06 - 20:57

Moacir, reserva na Copa de 58, revê filhos após 42 anos
Depois de quarenta e dois anos sem ver o pai, o ex-meia Moacir, reserva de Didi na seleção que venceu a Copa de 1958, os taxistas Luiz Paulo, de 56, e Moacir Filho, de 49, esperavam na noite deste domingo pelo reencontro no saguão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na zona norte do Rio.

Agência Estado

Além deles, o meia-direita conheceria ainda um de seus três netos, Thiago, de 23 anos, e o único bisneto, Victor Hugo, de 11 anos. A ansiedade dos quatro era grande. “Estou emocionado, foram tantos anos de espera e hoje tenho tanta expectativa por esse momento. Estou segurando a emoção”, disse Moacir Filho, que tinha apenas 7 anos quando se despediu do pai.

Ele e o irmão, Luiz Paulo, chegaram a morar com o pai no Uruguai, na Argentina e no Equador, onde o jogador mora até hoje. Os desencontros da família começaram em 1966, quando Moacir se separou da mãe dos dois taxistas, Maria de Lourdes Marques Pinto - que morreu há 23 anos. “Depois da separação, minha mãe nos trouxe de volta para o Rio. Chegamos a trocar algumas cartas com meu pai, mas as ligações internacionais são muito caras e não dava para falar sempre. Depois ele se casou e o distanciamento foi natural”, contou Luiz Paulo.

Em 2002, Moacir procurou o time equatoriano onde o pai jogara, o Barcelona de Guayaquil. "Para minha surpresa, ele se tornou técnico do time e estava lá, quando liguei para procurá-lo. Passamos a conversar com mais freqüência, mas ele se mudou e nós perdemos contato de novo", disse. Em 2006, quando o neto Thiago esteve em Quito para tocar com a bateria da escola de samba Beija-Flor em uma apresentação, ele procurou o avô. "Ele estava morando em outra cidade e não consegui encontrá-lo. Mas nos falamos algumas vezes pelo telefone".

A vinda do ex-jogador para o Brasil na semana passada para participar das comemorações dos 50 anos do primeiro título mundial de futebol fez o encontro parecer inevitável. "Sabia que a gente ia se encontrar agora. Fiz contato com os organizadores das festas e descobri o hotel que ele estava hospedado em Brasília", diz.

A passagem pelo Rio já estava prevista. Moacir passa uma semana na casa do cineasta José Carlos Asbeg, autor do documentário dos 50 anos da Copa de 1958. Até as 20h deste domingo, os parentes ainda aguardavam pela chegada de Moacir.

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