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Futebol

28/06 - 22:25

Alemanha e Espanha decidem Eurocopa num duelo entre tradição e bom futebol
Alemanha e Espanha decidem a Eurocopa de 2008 neste domingo às 15h45 de Brasília no estádio Ernst Happel, em Viena, num confronto em que os maiores vencedores da competição, os alemães, enfrentam os espanhóis, que esperam encerrar a sina de fracassos em grandes torneios internacionais.

EFE

Se vencerem a decisão, os alemães conquistarão sua quarta Eurocopa, após os títulos de 1972, 1980 e 1996. Já os espanhóis perseguem o troféu o qual levantaram uma única vez, em 1964, há distantes 44 anos.

A vitória de 3 a 0 sobre a Rússia nas semifinais encheu os espanhóis de confiança. Depois da vitória contra os russos e da eliminação da Holanda na fase anterior, a Espanha passou a ser considerada a seleção de futebol mais bonito do torneio.

Para a decisão, a única dúvida da equipe está no ataque, devido à ausência do goleador David Villa, artilheiro da competição com quatro gols, que se lesionou ainda no primeiro tempo da partida contra a Rússia.

Sem ele, o técnico espanhol Luis Aragonés provavelmente optará por escalar o meia Cesc Fábregas na equipe titular. O jogador do Arsenal entrou muito bem na partida contra os russos e deu os passes para os dois últimos gols da Espanha.

A outra opção recai sobre o centroavante Daniel Güiza, que já marcou duas vezes na competição e demonstrou a frieza necessária para a posição ao fazer o segundo gol espanhol contra a Rússia.

No entanto, nem a ausência do artilheiro tira o otimismo da Espanha, já que o resto do time deverá ser o mesmo que a torcida se acostumou a ver, o que é um grande trunfo de Aragonés.

"Assumi o comando de uma seleção e quero deixar uma equipe", repete o treinador, já de malas prontas para substituir o brasileiro Zico no comando do Fenerbahçe, da Turquia, após a Eurocopa.

Os alemães também têm uma dúvida, esta surgida de última hora. O meia Michael Ballack, capitão da seleção, não treinou na sexta-feira e no sábado, devido a um problema na panturrilha direita.

"A decisão sobre se Ballack pode ou não jogar no domingo está totalmente em aberto e será tomada pouco antes do jogo", afirma o comunicado oficial emitido pela federação alemã de futebol.

Segundo o técnico Joachim Löw, os possíveis substitutos do meia seriam Tim Borowski ou Bastian Schweinsteiger.

Em todo caso, Löw deverá ter de volta o meia Torsten Frings, recuperado de fratura em uma das costelas. Além dele, a boa fase de Schweinsteiger no meio-campo também é um ponto a favor.

Se a dupla de goleadores formada por Lukas Podolski e Miroslav Klose merece atenção especial dos marcadores adversários, os dois zagueiros alemães, Christoph Metzelder e Per Mertesacker, são lentos e sofrem contra atacantes rápidos.

A prova disso foram as duas vitórias por 3 a 2 contra Portugal e Turquia nas partidas de quartas-de-final e semifinal.

No entanto, a maior esperança dos alemães está na tradição de equipe de chegada. Nem mesmo a derrota por 2 a 1 para a Croácia na primeira fase - o que fez com que a equipe terminasse na segunda posição do grupo B - tirou a Alemanha da lista de favoritos ao título.

Ainda assim, os alemães preferem apontar os espanhóis como favoritos, talvez para fazer jus a seu histórico de derrotar equipes mais cotadas, como nas Copas do Mundo de 1954 e 1974, quando venceram Hungria e Holanda, respectivamente.

Como curiosidade, vale destacar que as duas equipes contam com jogadores nascidos no Brasil, ainda que vivendo situações distintas dentro de suas seleções.

O volante Marcos Senna é titular absoluto da Espanha e vem sendo bastante elogiado por suas atuações, que já atraíram o interesse de grandes clubes europeus, como a Juventus, da Itália.

Já o atacante Kevin Kuranyi pouco atuou na Eurocopa. Sem chances como titular, jogou apenas os minutos finais das duas primeiras partidas da Alemanha na competição, contra a Polônia (vitória por 2 a 0) e Croácia.

Em 1984, na França, os espanhóis protagonizaram uma das maiores surpresas da Eurocopa ao eliminarem exatamente os alemães na primeira fase da competição, com uma vitória de 1 a 0, com um gol de cabeça do zagueiro Antonio Maceda, no último minuto de jogo.

Quatro anos depois, em Munique, os alemães se vingaram e eliminaram os espanhóis na primeira fase, com uma vitória de 2 a 0, gols de Rudi Völler.

- Prováveis escalações: Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Hitzlsperger, Frings, Schweinsteiger e Ballack; Podolski e Klose.

Técnico: Joachim Löw.

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevila; Marcos Senna, Xavi, Iniesta, Fabregas e David Silva; Fernando Torres. Técnico: Luis Aragonés.

Árbitro: Roberto Rosetti (ITA), auxiliado por seus compatriotas Alessandro Griselli e Paolo Calcagno.

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