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Futebol

24/06 - 10:41

Técnico da Espanha privilegia motivação em vez de táticas
O técnico da seleção espanhola, Luis Aragonés, não é um grande fã das táticas ou dos esquemas de jogo, preferindo investir nas habilidades individuais e na atitude mental de seus atletas, características essas que considera os ingredientes mais importantes quando se trata de formar uma equipe vencedora

Reuters

Em seus quatro anos no cargo, Aragonés tentou desenvolver seu característico estilo de treinamento baseado nas qualidades individuais de seus jogadores sem, no entanto, esquecer-se de ao mesmo tempo incentivar o espírito de equipe e a autoconfiança.

O técnico era uma unanimidade ao assumir o posto, depois do fracasso da Espanha na Eurocopa 2004, quando o time não conseguiu passar da fase de grupos.

No entanto, a saída prematura da última Copa do Mundo, nas oitavas-de-final, a decisão de não convocar Raúl, considerado o talismã da equipe, e as ameaças não cumpridas sobre pedir demissão acabaram por tirar-lhe parte do prestígio.

As entrevistas coletivas realizadas pelo técnico tornaram-se cada vez mais conflituosas e houve boatos de que Aragonés, 69, poderia abrir mão do cargo nos preparativos para a Euro 2008.

No entanto, sabendo que deixará o comando da seleção depois desse torneio, Aragonés parece estar mais concentrado e transformou-se em um modelo de calma e polidez enquanto treina sua equipe na concentração espanhola para a competição, a bucólica região do Tirol.

Com o afastamento de veteranos de peso como Raúl e o goleiro Santiago Canizares, Aragonés conseguiu impor-se mais facilmente à equipe.

O técnico adota uma postura paternal na sua relação com os jogadores mais jovens, entre os quais Fernando Torres e Sergio Ramos, não obstante todas as relações entre pai e filho poderem sofrer crises.

É no aspecto psicológico que Aragonés parece estar obtendo seus melhores resultados --fortalecendo seus jogadores, enfatizando a entrega da equipe e mantendo-os isolados da euforia de alguns setores dos meios de comunicação espanhóis.

Grande parte do crédito pela postura serena do time e por sua autoconfiança deve ser atribuída ao técnico.

Ao contrário de muitos de seus antecessores, Aragonés implantou na Espanha uma mentalidade vencedora que se mostrou decisiva nas vitórias conquistadas durante a fase de grupos sobre a Suécia e sobre a Grécia. E o mesmo se deu na decisão por pênaltis com a Itália, pelas quartas-de-final.

'Qualquer coisa pode acontecer em um jogo de futebol. Mas eu quero que os meus jogadores estejam convencidos de que podem vencer, como costuma acontecer no caso dos times que costumam vencer', afirmou Aragonés, antes da partida contra os italianos.

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