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Futebol

23/06 - 20:04

Polícia prende quadrilha que falsificava ingressos
A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba, com o auxílio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prendeu cinco pessoas (três em Curitiba e duas no Rio), acusadas de formar uma quadrilha para clonar ingressos de partidas de futebol, repassando-os para serem vendidos por cambistas. As detenções foram realizadas no sábado, mas a polícia se manifestou publicamente apenas nesta segunda-feira.

Agência Estado

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, disse que foram clonados ingressos de jogos do Coritiba, do Campeonato Carioca, da Libertadores e do clássico entre Brasil e Argentina. Segundo ele, a quadrilha ainda estaria se preparando para repetir o processo no jogo entre Fluminense e LDU, em 2 de julho, no Maracanã, na decisão do título da Libertadores.

Segundo a polícia, um dos presos, Jurimar César Domakoski, de 50 anos, seria representante da empresa BWA Tecnologia e Sistemas em Informática, uma das que emitem ingressos para jogos de futebol no Brasil. Assim, ele teria acesso aos códigos para a duplicação dos bilhetes, garantindo que não fosse rejeitado pela catraca dos estádios.

"Além de lesar os clubes, os torcedores e o fisco, ainda colocavam em risco os que iam ao estádio", disse Luiz Fernando Delazari. De acordo com o secretário, as investigações começaram há dois meses, em função de boletim de ocorrência feito pelo Coritiba ao constatar a mesma numeração de série em ingressos e perceber que, em alguns jogos sem grande apelo popular, os bilhetes também eram oferecidos por cambistas.

O delegado Marcus Vinícius Michelotto, que comanda a operação, informou que, em cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram recolhidos cinco mil ingressos em branco e algumas sobras, inclusive da partida entre Brasil e Argentina. Também foi encontrada uma máquina de validação dos ingressos na casa de Domakoski.

Além de Domakoski, foram presos, em Curitiba, seu filho Thiago e Anísio Vanderlei Cardoso. No Rio foram presos Bruno César Polito e seu irmão Francisco Polito Júnior, que encomendavam e distribuíam os ingressos clonados. Os advogados deles não foram encontrados para comentar as acusações.

O secretário Luiz Fernando Delazari revelou nesta segunda-feira que todos os detidos já confessaram o crime e que Jurimar disse não haver envolvimento de diretores da BWA no caso - apesar disso, eles devem ser ouvidos no inquérito.

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