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Futebol

18/06 - 14:43

Portugal encara Alemanha e quer manter tabu para ir à semifinal da Eurocopa
A seleção portuguesa, comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, enfrenta a Alemanha amanhã no estádio St. Jakob-Park da cidade suíça da Basiléia, às 15h45 de Brasília, pensando em manter a invencibilidade diante dos rivais na história da Eurocopa e avançar às semifinais.

EFE

Até hoje, foram quatro jogos pelo principal torneio de seleções do continente europeu. O primeiro foi disputado em 1984, na França, ainda na fase de grupos, e terminou em 0 a 0. O segundo foi em 2000, em Amsterdã, na Holanda, e foi vencido pelos portugueses por 3 a 0.

Para os mais exigentes, vale lembrar que em 1960, na primeira edição, Portugal enfrentou a Alemanha Oriental em jogos de ida e volta nas oitavas-de-final e venceu as duas partidas, que eram eliminatórias.

Outra motivação é devolver a derrota sofrida na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2006, perdida por 3 a 1 para os então anfitriões.

Para o confronto de amanhã, Portugal está mais bem preparado que em 2006. Após as boas apresentações nas vitórias diante de Turquia e República Tcheca, pelo grupo A, a equipe de Felipão tem grandes chances de superar na técnica a força do futebol alemão.

Mas o treinador brasileiro não considera sua equipe favorita, principalmente por causa da experiência e do rendimento do adversário nas grandes competições internacionais.

Porém, a boa atuação de Cristiano Ronaldo no jogo contra a República Tcheca enche de esperança o torcedor português. Os brasileiros naturalizados Deco e Pepe reforçam ainda mais o elenco, que tem mostrado excelente jogo coletivo.

A principal preocupação da seleção portuguesa tem um nome: o meio-campo Michael Ballack, melhor jogador da equipe até agora na Eurocopa.

"Ballack é um jogador muito difícil de marcar por suas características físicas e técnicas, e vai criar muitos problemas.

Sua presença no meio-campo gera muitas dificuldades ao adversário", disse o volante Petit.

O jogador ainda destacou o amadurecimento da seleção e creditou tal evolução a Felipão.

"Agora somos uma equipe mais forte que antes, e nesse aspecto, Luiz Felipe Scolari tem muito mérito, já que soube mudar a atitude da equipe nas etapas decisivas dos torneios", comentou.

Pelo lado alemão, nem tudo está tão bem. A dúvida é se Torsten Frings poderá atuar mesmo após fraturar a costela na vitória de 1 a 0 sobre a Áustria, que garantiu à equipe o segundo lugar do grupo B.

Frings disse que quer jogar e participou normalmente do último treino da equipe. Mesmo assim, sua presença só será confirmada horas antes do duelo contra os portugueses.

O técnico Joachim Löw já disse que o atleta é importante para o esquema do time, mas afirmou que não arriscará caso ele ainda sinta dor.

No lugar de Frings deve entrar Schweinsteiger, que está de volta após cumprir suspensão contra a Áustria. Para ele, Portugal é a equipe mais forte da Eurocopa.

"Acho que é a equipe mais forte que está aqui. E eles não são só Cristiano Ronaldo. O elenco é formado por jogadores de grandes equipes e será difícil derrotá-los, mas se fizermos bem o que sabemos, será um jogo interessante", destacou o jogador.

Um desfalque certo é o técnico Löw, que não poderá comandar a equipe do banco de reservas ao ser expulso na partida diante dos austríacos. A punição foi anunciada hoje pela Uefa.

Quem também não está confirmado é o atacante Lukas Podolski, um dos artilheiros da seleção neste Eurocopa.

Os alemães também são comedidos ao falarem de favoritismo. Apenas esperam Portugal bastante ofensivo - estilo de jogo que, segundo o técnico alemão, favorece sua equipe.

Prováveis escalações: Portugal: Ricardo; Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira; João Moutinho, Petit, Deco e Cristiano Ronaldo; Simão e Nuno Gomes. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Fritz, Frings (Schweinsteiger), Ballack e Podolski (Hitzlsperger); Mario Gómez e Klose. Técnico: Joachim Löw.

Árbitro: Peter Fröjdfeldt (SUE), auxiliado por seus compatriotas Stefan Wittberg.e Henrik Andrén. EFE cta/rb/dp

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