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Futebol

18/06 - 18:35

Giba rebate críticas e garante: deixou Ipatinga sem pagamento
O técnico Giba, que se demitiu do Ipatinga após a derrota para o Atlético-MG na sexta rodada do Campeonato Brasileiro, não gostou das críticas que recebeu do presidente de seu ex-clube no início desta semana. Nesta quarta-feira, dois dias após a chegada de Ricardo Drubsky para comandar o clube do Vale do Aço, Giba garantiu que encerrou seu compromisso apenas por conta do atraso de salários.

Gazeta Esportiva

Revoltado com o encerramento do contrato, o presidente ipatinguense chamou o treinador de mau-caráter, e afirmou que o pedido de demissão só aconteceu para que Giba deixasse o Tigre “por cima”, sem problemas com a má campanha da equipe. Itair Machado, porém, reconheceu o atraso de salários, mas prometeu resolver a situação na próxima semana, garantindo que a falta de pagamentos pouco prejudicaria o Ipatinga.

“Eu gostaria de esclarecer às pessoas que só deixei o clube pela falta de pagamento em relação ao meu trabalho. Depois de dois meses de forte empenho e dedicação, o aspecto financeiro estava gerando para todo o conjunto de pessoas que está no Ipatinga enormes dificuldades”, disse Giba, contratado para substituir Moacir Júnior após o rebaixamento para o Módulo II do Campeonato Mineiro, em nova oficial divulgada nesta quarta.

O treinador garantiu ainda que saiu do clube “em sinal de alerta”. “Para justificar o que digo, basta ver que outros atletas também acabaram por sair do clube – o que lamento muito, pois mesmo diante de todas as dificuldades, todos têm procurado fazer o melhor”, afirmou no documento.

Antes de estrear no Campeonato Brasileiro, o Ipatinga dispensou os zagueiros Emerson e Marlon, o lateral Diogo, os volantes Danilo Portugal e Cléber Goiano e os atacantes Renna e Nenê na intertemporada. Deste a estréia contra o Atlético-PR, porém, o volante Paulinho se juntou à lista e teve seu contrato rescindido.

Abatido com as críticas de Itair Machado, Giba pediu mais respeito do presidente do Ipatinga. “Em toda a minha carreira profissional no futebol – são 30 anos –, sempre me portei de uma mesma maneira: com muito profissionalismo, ética e respeito a todos”, disse. “Gostaria de lembrar que todos aqueles que trabalham no campo desportivo, sejam eles treinadores, atletas e funcionários, como em toda e qualquer profissão devem ser respeitados pelo seu trabalho”, acrescentou.

Por fim, o agora desempregado técnico fez questão de fazer bons votos a Itair – não sem antes cutucar o dirigente. “Mesmo diante da postura agressiva do presidente em relação a minha pessoa, peço a Deus que o abençoe grandemente para que faça dele um homem honesto e seguidor do bem”, encerrou.

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