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Futebol

16/06 - 13:59

Para Dunga, não é hora de promover mudanças radicais na equipe
Dunga, técnico da seleção brasileira, disse que apesar da derrota por 2 a 0 para o Paraguai, não vai promover mudanças radicais na equipe que entrará em campo na terça, contra a Argentina, pelas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa de 2010.

EFE

"Não é por causa de uma partida que vamos mudar tudo", disse o técnico, em coletiva de imprensa concedida na Cidade do Galo, centro de treinamento do Atlético-MG. "Mudar a postura já é melhor que mudar o próprio time", acrescentou. Para o treinador, os problemas da equipe devem ser corrigidos "na base da conversa" e defendeu a escalação dos volantes Josué e Mineiro. "O futebol é isso. Quando não se ganha, vem a crítica.

Quando cheguei na seleção e não os convoquei, ouvi críticas. Agora que eles jogam na Eurocopa e são convocados, sou criticado. Todo mundo quer mandar na casa, mas quero ver pegar a chave e organizá-la", disse.

Perguntado sobre a falta de vibração dos brasileiros no jogo de Assunção, Dunga disse que não é o momento de fazer cobranças ou dar broncas, como ele costumava fazer quando era capitão da equipe.

"Em nenhum momento o treinador pode o perder o equilíbrio. Eles mesmos já fazem essa cobrança interna. Em nenhum momento vou reunir os jogadores no meio do campo para dar uma bronca", explicou Dunga, para quem "quando se vence que há uma cobrança maior".

O técnico ainda disse que a equipe está motivada e pronta para sair do momento ruim.

"Os jogadores querem é jogar. Eles querem entrar em campo para reverter a situação. Seguramente, a equipe jogará melhor do que na última partida e isso nos dá mais tranqüilidade", afirmou.

Dunga minimizou o protesto da torcida brasileira em Assunção, que chegou a entoar coros pedindo sua saída.

"É natural quando não se ganha. Quando se ganha uma Copa América, não se fala nada, é obrigação. Quando se perde, alguém tem que ser responsabilizado e sempre sobra para o treinador", afirmou.

Por outro lado, o capitão da seleção brasileira elogiou o comportamento da torcida mineira, que recebeu a delegação no aeroporto na última madrugada.

"É um prazer jogar onde você é bem recebido. O povo mineiro demonstrou esse carinho ontem. O que não é fácil quando o Brasil perde. Isso mostra a maturidade do torcedor. Acho que só esse calor humano do povo mineiro já vai dar um apoio muito forte", disse Dunga, que espera o mesmo comportamento no jogo do Mineirão, na quarta.

"Tenho certeza que não será diferente durante o jogo. A torcida sabe que é um jogo difícil contra a Argentina e estará ao lado do Brasil", afirmou.

Perguntado se o resultado de ontem teria influenciado a escolha da Cidade do Galo, um lugar afastado do centro de Belo Horizonte, Dunga deu uma resposta ríspida e explicou que o auxiliar Jorginho havia visitado o lugar dois meses antes.

O treinador também não quis fazer comentários sobre a ausência de Ronaldinho Gaúcho e Kaká.

"Prefiro falar dos jogadores que estão aqui. Todos são importantes, desde que estejam no grupo da seleção", concluiu.


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