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Futebol

12/06 - 11:11

Após reerguer seleção portuguesa, Felipão assume novo desafio no Chelsea
O técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, novo treinador do Chelsea para as próximas três temporadas, encerra seu ciclo na seleção portuguesa após cinco anos e meio reerguendo a imagem de Portugal no futebol internacional.

EFE

Felipão assumiu a seleção portuguesa em 2003 logo após conquistar a quinta Copa do Brasil, na Coréia do Sul e no Japão em 2002. No comando de Portugal, foi vice-campeão da Eurocopa em 2004 e levou a seleção ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.

Agora, o técnico já garantiu a classificação antecipada dos portugueses às quartas-de-final da Euro de 2008.

Há cinco anos e meio, a Federação Portuguesa escolheu o brasileiro para fortalecer a imagem de Portugal no futebol internacional e brigar pelo título da Eurocopa que o país sediaria em 2004.

Entretanto, o início do desafio europeu de Felipão não foi fácil.

As críticas pela não convocação do goleiro Vítor Baía, ídolo no país, foram acentuadas pela incapacidade de vencer seleções de grande porte.

No torneio continental, depois de passar por Rússia, Espanha, Inglaterra e Holanda - o que elevou Felipão ao 'status' de herói nacional - veio a derrota surpreendente para a Grécia, o que motivou críticas da imprensa e de torcedores ao esquema 4-2-3-1 aotado pelo brasileiro.

Com personalidade e obstinação Scolari manteve seus princípios contra tudo e todos, seguiu em frente na reconstrução da imagem da seleção portuguesa e a consolidou na Copa de 2006.

No Mundial da Alemanha, Portugal venceu as três partidas da primeira fase, contra Angola, Irã e México, passou por holandeses e ingleses, respectivamente nas oitavas e quartas-de-final, e caiu diante da França nas semifinais.

Mesmo perdendo o terceiro lugar para os anfitriões, a campanha encheu de orgulho os portugueses, que já falavam em incluir entre seus heróis o treinador que soube extrair o melhor de uma seleção que precisava de sucessos internacionais.

Depois do terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, a seleção portuguesa amargou décadas de ostracismo. Felipão soube imbuir em seus jogadores a filosofia do caminho jogo a jogo, apesar de as boas campanhas recentes terem elevado Portugal ao grupo de candidatos ao título nas grandes competições.

Nascido em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, também exibiu sua autoridade inflexível diante da "velha guarda" portuguesa de Figo, Rui Costa e Pauleta, quando estes jogadores criticaram a inclusão na equipe do brasileiro naturalizado português Deco.

Devoto de Nossa Senhora de Caravaggio, Scolari exige máxima fidelidade de seus jogadores de confiança, muita disciplina e fé em suas chances.

Na última temporada, o Chelsea trocou o técnico português José Mourinho pelo israelense Avram Grant e não conquistou nenhum título, perdendo o Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões para o Manchester United.

Felipão não é o primeiro brasileiro a fazer parte de uma comissão técnica do clube londrino - antes dele, o pernambucano Baltemar Brito foi um dos auxiliares de Mourinho -, mas o Chelsea agora tem no comando o homem que levou o Brasil ao quinto título mundial e recuperou para Portugal um potencial escondido há quase 45 anos.

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