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Fôlego é arma do Vasco para Taça Rio e Copa do Brasil

Após receber grupo bem condicionado, preparador físico intensificou treino de velocidade em curta distância

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |


Não foi por falta de combustível que o Vasco andou derrapando nas primeiras rodadas da Taça Guanabara. O problema foi meramente técnico. Fisicamente, o grupo sempre esteve bem condicionado. Quem afirma é o preparador físico Rodrigo Poletto. Responsável pelo fôlego dos jogadores, ele avisa que, se depender de gás, o time vai surpreender na sequência do Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.

Maurício Val / Fotocom.net
Rodrigo Poletto chegou ao Vasco com Ricardo Gomes na quinta rodada do Carioca
A constatação de uma equipe bem condicionada pôde ser vista na goleada de 9 a 0 sobre o América, no último sábado. Mesmo voltando do intervalo vencendo por 5 a 0, os jogadores não sucumbiram ao forte calor que castiga o Rio de Janeiro e mantiveram o pé no acelerador.
Quando chegou em São Januário, na quinta rodada, Poletto se reuniu com a equipe multidisciplinar integrada à comissão técnica buscando relatório completo sobre as condições de cada atleta. Ficou surpreso com os números. Segundo ele, o trabalho desenvolvido na pré-temporada pelo seu antecessor Jorge Sotter explorou potência, força e vitalidade. Sua missão foi manter a base iniciada em janeiro, em Atibaia, e dar ênfase em movimentações curtas com velocidade.

“Os jogadores pediam tiros mais curtos, tiros de velocidade. É fundamental num grupo se trabalhar força em um curto espaço de tempo. O atleta chega antes na bola, ganha as jogadas”, explicou o preparador físico.

Após constatar que o aspecto físico é uma das armas do time, a equipe multidisciplinar (preparadores, nutricionistas, médicos e fosiologistas) passou a dar atenção aos atletas que voltavam de lesão muscular e aos recém-contratados. Hoje, conta Poletto, o elenco está muito próximo de se tornar homogêneo.

“O desequilíbrio físico atrapalha todo o nosso trabalho. Quando dois, três jogadores voltam de lesão e o time não vence, o torcedor não sabe que a culpa pelo mau resultado pode estar ali”, ressalta Poletto.

O preparador vai além. Coloca o fôlego do time em uma proporção parecida com os trabalhos de campo. Culturalmente, jogador de futebol não gosta de treinos sem bola. Assim, a solução no Vasco é intercalar exercícios físicos aos trabalhos de campo de Ricardo Gomes.

“Onde tem uma bola, procuro estar presente com alguma atividade. A preparação física faz parte de um quebra-cabeça no esporte. No futebol, por exemplo, não se ganha jogo sem correr. Estar bem fisicamente é um bom caminha para a vitória”.

 

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