Comitê de Ética vai se aprofundar no caso que baniu o catariano Mohamed bin Hammam do futebol

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A Fifa anunciou nesta quinta-feira que seu Comitê de Ética vai investigar 16 membros da CFU (União Caribenha de Futebol) por suspeita de envolvimento no caso de suborno que causou o banimento do catariano Mohamed bin Hammam do futebol.

Os suspeitos teriam recebido US$ 40 mil cada de Bin Hammam antes da eleição presidencial da Fifa, no dia 1º de junho. Por conta das denúncias de corrupção, o catariano desistiu da sua candidatura de última hora e abriu caminho para a reeleição de Joseph Blatter.

A lista dos investigados, de 11 países do Caribe, inclui Colin Klass, que foi suspenso provisoriamente. A Fifa, porém, não deu detalhes sobre os motivos da punição ao dirigente da Guiana, ex-aliado de Jack Warner, ex-presidente da Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe), também afastado do futebol.

Segundo a Fifa, os 16 membros da CFU serão convidados para entrevistas com o ex-diretor do FBI, Louis Freeh. A lista de investigados conta ainda com Mark Bob Forde, de Barbados, que foi árbitro da entidade durante 20 anos, e o presidente da Federação do Haiti Yves Jean-Bart, que criticou o pedido dos membros ingleses da Fifa que pediram o adiamento da eleição, por conta das suspeitas de corrupção.

A Fifa, porém, não descartou incluir mais nomes no caso. "É importante destacar que as investigações ainda estão em andamento e é possível que novos procedimentos sejam abertos no futuro", registrou a entidade.

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