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13/06 - 12:38

Diego nega ser são-paulino e revela desejo de jogar no Real Madrid
Em entrevista exclusiva, o jogador ainda falou qual foi o gol mais importante de sua carreira... num amistoso!

Por Mário André Monteiro, do iG Esporte


SÃO PAULO - O meio-campista Diego, destaque do atual elenco do Werder Bremen, da Alemanha, e pretendido por muitos clubes grandes da Europa, falou com exclusividade ao iG Esporte sobre sua carreira na Alemanha e sobre as especulações de sua saída do futebol germânico.

AP
Diego e Robinho na seleção
O jogador também relembrou os bons momentos de sua carreira, como a dupla formada com Robinho no Santos - e também na seleção -, e sua relação com Emerson Leão. Sobre o atual técnico santista, detestado por muitos jogadores, Diego disse que nunca teve problema em se dar bem com Leão. “Não tem um segredo, eu sempre procurei ter uma postura profissional e respeitá-lo”, afirmou.

Diego saiu do Santos na metade de 2004, quando foi transferido para o Porto, mas o meia admite que segue acompanhando o time da Baixada sempre que pode. “Eu acompanho o futebol brasileiro na medida do possível, pois temos um calendário corrido na Alemanha. Mas, quando tenho a oportunidade, eu vou a Internet e aos canais à cabo para saber o que está se passando no Brasil”.

E sobre a possibilidade de vestir novamente a camisa do Santos? “Não sei. O que posso dizer é que estou muito contente na Alemanha e pretendo continuar jogando na Europa por mais um tempo".

Pouca gente sabe, mas Diego começou a dar seus primeiros chutes no Comercial de Ribeirão Preto, antes mesmo de se transferir para o Santos. O meio-campista afirmou que ainda tem contato com dois primos que moram na cidade do interior paulista, e com seu antigo técnico.
 
Carreira
Diego já foi eleito o melhor jogador do Campeonato Alemão por duas vezes – nas temporadas 2006 e 2007 – além de já ter recebido duas medalhas por gols bonitos. Um desses tentos premiados, aliás, é considerado o mais bonito da sua carreira. “Considero o gol marcado contra o Alemannia Aachen, feito de antes do meio-de-campo, na temporada 2007 da Bundesliga”.

No entanto, o meia é enfático quando fala sobre gol mais importante. “O marcado pela seleção brasileira, de cabeça, empatando o jogo contra a Inglaterra, em Wembley”. Na ocasião, Diego empatou a partida amistosa contra os ingleses já nos acréscimos.

Diego não esconde que tem seu próprio estilo de jogo, diferente de diversos jogadores que sempre se espelham em algum craque do passado para atuar. E ele se defende do rótulo de cai-cai, recebido quando ainda era jogador do Santos. “Não era um jogador cai-cai, mas com a experiência você sempre acaba evoluindo”, disse.

Robinho, Kaká e Diego começaram a despontar praticamente ao mesmo tempo no futebol brasileiro. No entanto, os outros dois decolaram um pouco antes, seja por decisões tomadas, seja por oportunidades na carreira. O meia do Werder tem sua opinião quanto a isso. “Tudo tem o seu tempo certo. O mais importante é que estou conseguindo um bom rendimento no Werder Bremen e muito feliz também”.

Diego é líder do meio-campo do Werder
Europa
O Werder Bremen, equipe de Diego, começou mal a campanha no Campeonato Alemão, depois se recuperou, chegou a brigar diretamente com o Bayern pelo título, mas viveu uma fase decadente e “entregou” a Bundesliga para os rivais. O jogador explica que o elenco passou por muitos problemas de contusão, sem conseguir repetir o time base por alguns jogos.  E faz uma ressalva: “Mas, voltamos a crescer e estamos na segunda colocação, próximo de garantir vaga na Liga dos Campeões”.

E se caso o Werder não chegue à Liga, as chances de continuar na equipe diminuem? “Tenho contrato com o Werder Bremen e vou cumpri-lo”, afirmou Diego, cujo vínculo com os alemães vai até 2011. As especulações não afetam o rendimento do jogador. “Não atrapalha em nada, pois fico sempre concentrado no Werder Bremen e deixo essas coisas longes”.

Mesmo que tenha afirmado que ficará no futebol alemão, muito se especula de que o meia deixará o Werder ao final da temporada para se transferir para grandes clubes de Itália ou Espanha. E se fosse mesmo mudar de equipe, Diego já tem um desejo próprio: ir para o Real Madrid.

No Real, Diego reeditaria a dupla de sucesso que o Santos teve entre 2002 e 2004. Mas os dois ainda continuam amigos. “É claro que não nos encontramos sempre, pois ele mora em Madri e eu em Bremen. Mantemos um contato grande pela Internet e telefone, além de nos encontrarmos na seleção brasileira”, disse Diego.

Apesar de afirmar que cumprirá seu contrato até o final, é quase iminente a saída do meia do Werder Bremen, principalmente pelo assédio das outras equipes. Inclusive, muitos nomes já foram citados para substituir Diego no clube. Dois deles estão no Brasil: Thiago Neves, do Fluminense, e Carlos Alberto, do próprio Werder, mas que está emprestado ao São Paulo – porém, afastado. Qual é o seu melhor substituto, Diego? “São dois grandes jogadores, com totais condições de atuar bem pelo Werder ou qualquer outra equipe do cenário internacional”, concluiu o burocrático meia.

Alguns jogadores brasileiros, principalmente meio-campistas, revelaram que é muito difícil se adaptar ao futebol italiano. E como a Juventus, de craques como Platini e Zidane, já fez até proposta para levar Diego para a “Bota”, o jogador não acredita que em dificuldades no duro futebol italiano, ainda que para jogar na equipe que já foi de dois craques mundiais. “Foram dois ícones do futebol europeu e mundial e usar uma camisa que foi deles me deixaria muito honrado. Não creio que seja difícil jogar na Itália, tendo uma boa adaptação, como aconteceu comigo na Alemanha”, afirmou.

Del Piero e Totti, meias de origem, acabaram virando atacantes no futebol italiano. Quando questionado sobre a possibilidade de seguir os passos dos italianos, em deixar o setor de criação para o de finalização, Diego não vê problemas. “Tudo depende de treinamento e da necessidade da equipe. Fazendo uma boa preparação isso pode acontecer”, disse.

AP
Diego após gol contra Inglaterra
Seleção brasileira
Constantemente convocado por Dunga para integrar a seleção brasileira, Diego é peça fundamental para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas o meia afirmou que o foco também é ajudar o Brasil na disputa das eliminatórias e, conseqüentemente, ir para o Mundial de 2010. “A expectativa é sempre ajudar o Brasil a chegar aos seus objetivos e vou lutar muito para que isso ocorra”, afirmou.

E a confiança de Diego em ajudar a seleção é grande, apesar de não apresentar um bom futebol na Copa América de 2007, quando foi para o torneio como grande esperança da equipe, mas acabou sacado do time titular e terminou na reserva. “O mais importante foi o time brasileiro ter conquistado o título (da Copa América) e eu tenho a certeza que dei a minha contribuição, independente se como titular ou ficando como opção”, afirmou o jogador.

Polêmica?
Num São Paulo x Santos, no Brasileirão de 2002, Diego marcou um gol de pênalti e foi comemorar sobre o símbolo da equipe paulistana, que fica na lateral do estádio do Morumbi. Tal atitude rendeu comentários de que o camisa 10 da Vila era na verdade são-paulino desde criança. Quando perguntado sobre o assunto, se realmente torcia para o São Paulo, o meia não titubeou e respondeu: “Não!”

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Até 2011?
Diego afirma que vai cumprir seu contrato com o Werder, mas times europeus ainda o querem

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