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Efeito suspensivo garante a DIS devolução dos direitos de Ganso

Além de Ganso, empresa readquiriu na justiça os direitos econômicos de sete atletas do Santos

Samir Carvalho, iG São Paulo |

Gazeta Press
DIS detêm 40% dos direitos econômicos de Paulo Henrique Ganso
A briga continua entre Santos e DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e parceira do clube na divisão de vários jogadores. Nesta segunda, a empresa reverteu na justiça à liminar concedida na 5ª Vara Cível da cidade de Santos, que obrigava a DIS a devolver ao Santos, os direitos econômicos adquiridos de sete atletas formados na Vila Belmiro, durante a gestão de Marcelo Teixeira.

Com a decisão, os empresários voltam a readquirir a porcentagem dos jogadores, entre eles, os 45% dos direitos econômicos do meia Paulo Henrique Ganso. A DIS recupera 25%, já que o restante a empresa comprou do próprio atleta.

O clube acredita que a DIS deveria ter comprado os direitos de cada atleta tendo por base o valor da multa rescisória contratual. Na negociação de Paulo Henrique, por exemplo, o Santos alegou que a empresa não desembolsou a porcentagem

referente a 50 milhões de euros, valor estipulado da multa rescisória do jogador. Porém, o valor da multa era bem menor na época da negociação.

O Santos alegou na justiça que a DIS adquiriu em dois anos (2008 e 2009), 25% dos direitos econômicos de sete atletas, pagando apenas 138 mil euros (cerca de R$ 320 mil) por cada jogador. Além de Ganso, a DIS possui os direitos dos seguintes jogadores: 50% dos atletas da base Crystian e Paulo Henrique, 30% de Marcus Alemão e Kassio, 15% de Geovane, e 40% de Anderson Planta.

Além de Paulo Henrique e dos atletas das categorias de base, a empresa detêm 45% de Alan Patrick e 20% de Breitner. A DIS ainda possui 40% dos direitos econômicos de Neymar, que foram comprados da família do jogador.

Desta forma, o clube esperava readquiri os direitos dos sete atletas pagando R$ 440 mil, já que o clube pretendia descontar os R$ 800 mil repassados para a empresa da negociação do atacante André com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, nesta temporada.

No entanto, segundo o processo em que o iG teve acesso, o Santos sequer pagou o valor que pretendia desembolsar (R$ 440 mil) para recuperar os direitos econômicos dos jogadores.

“Trata-se de agravo de instrumento que busca o afastamento de decisão que, em ação de anulação de contrato e respectivos aditivos, concedeu a antecipação de tutela para liberar o autor dos efeitos do contrato, mediante o depósito de determinada quantia. Diante da relevância da matéria argüida e da existência de dano ou risco de dano irreparável (em princípio, a validade do negócio jurídico se presume, e bem o valor proposto para depósito se fez de modo unilateral e até o momento sem comprovação conhecida)”, explica o processo.

O departamento jurídico do Santos foi pego de surpresa com a decisão da justiça nesta segunda-feira. “Vamos estudar qual será o nosso próximo passo. A decisão em 1 instância não era definitiva, assim como essa anulação também não é”, disse o advogado do clube, Luciano Moita.

 

 

 

 

 


 

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