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Cruyff compara Romário a Messi e diz que fazia acordo por folgas

Em entrevista à revista, holandês elogiou o atual Barcelona e detonou o estilo de jogo de Brasil e Holanda na Copa do Mundo 2010

iG São Paulo |

Gols por folgas. Este era o acordo que o holandês Johan Cruyff tinha com Romário quando o comandou no Barcelona, entre 1993 e 1995. Conhecido por gostar de freqüentar noitadas, o brasileiro viveu sua melhor fase sob o comando de Cruyff. Para o ex-treinador, que concedeu entrevista à Revista da ESPN, Romário era um tipo de Messi, o melhor do mundo na atualidade e também jogador do Barcelona.

“O trato era assim: a nós nos interessa ganhar, e se você quer três dias de folga, para mim dá na mesma. O número de gols que marcar, você pode tirar o equivalente em dias de folga. Tínhamos uma relação muito aberta. E, além disso, a palavra era a palavra. Ele nunca mentiu pra mim e eu nunca menti pra ele. Acho que ele era um grande jogador, um dos melhores que havia. Romário era um tipo de Messi”, disse Cruyff à revista.

Ele revelou que mantinha acordos semelhantes com outros atletas, mas que o momento do time nas competições também influenciava sobre a decisão de realizar o trato ou não. A única ressalva do ex-jogador, cérebro da seleção holandesa na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, é com a eleição de Romário como deputado federal pelo Rio de Janeiro. “É muito bom ele querer ajudar tantas outras pessoas, mas me preocupa se não der certo. Pode ser ruim para a imagem dele”.

Cruyff, conhecido por ser adepto de um futebol super ofensivo, voltou a criticar o futebol apresentado por Brasil e Holanda na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, e rasgou elogios ao Barcelona atual, comparando a equipe de Messi com a “Laranja Mecânica de 74”.

“O Barcelona é assim. Sempre com a combinação entre jogar bem, dar espetáculo e ganhar. Muitas vezes uma ou duas dessas três fases falha”, analisa. Para ele, a equipe catalã se encaixa no seu estilo preferido de jogo e respeita o espectador que paga para assistir a uma partida. “Você está jogando para o público, é um artista, e as pessoas têm de se divertir”.

“Poderia ganhar qualquer um dos dois (Brasil ou Holanda), mas o que foi mais decepcionante é que ambos traíram seu jogo. E não tem sentido, até porque se uma equipe trai seu estilo tradicional nunca pode obter sucesso”, disse Cruyff criticando a finalista Holanda, perdeu a decisão para a Espanha, e o Brasil de Dunga.

Getty Images
Romário passa por jogadores do Milan na final da Copa dos Campeões de 1994

 

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