Para Eric Boullier, é preciso ter atenção especial com o contexto político do país para remarcar a prova

O chefe da Renault, Eric Boullier, afirmou nesta sexta-feira (20) que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e Bernie Ecclestone, chefe comercial da F1, devem ser mais cautelosos em relação à remarcação do Grande Prêmio do Bahrein, cancelado em março.

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Segundo reportagem da revista inglesa Autosport , na tarde de quinta-feira (19), Ecclestone estaria cogitando realocar o GP da Índia para o dia 4 de dezembro, encaixando a corrida do Bahrein no calendário. Com a permanência da data da prova do Brasil, marcada para 27 de novembro, a corrida de Interlagos perderia o encerramento da temporada.

A decisão, no entanto, ficará para o Conselho da FIA, no dia 3 de junho. Enquanto isso, Boullier ressalta que ficaria feliz em correr no Bahrein, se o país apresentasse condições seguras de realização da prova, mas tem suas ressalvas. "A questão seria o contexto político. Nós temos que correr lá? Mas isso é outro ponto, eu realmente não quero entrar em uma discussão sobre isso", declarou.

"Mas, no fim, nós temos que analisar isso, temos que apoiar a ideia de corrermos sempre, mas também tenho que dizer que pode ser injusto fazer isto por lá este ano. Então precisamos de um pouco de balanceamento", concluiu o dirigente.

O prazo para que os organizadores do GP do Bahrein apresentem condições de realização da prova, inicialmente até 1º de maio, foi estendido até 1º de junho.

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